Startups e jurídico: os principais erros que empreendedores cometem

Especialista do escritório de advocacia Schroeder&Valverde, que possui uma área focada no atendimento de startups, selecionaram e explicaram os principais erros

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Jurídico: é unânime entre empreendedores que se trata de uma parte essencial para o desenvolvimento de um negócio. Mas aventurar-se por esse mundo, realmente não são todos que estão devidamente atentos ou aptos para encarar as minúcias de um contrato, por exemplo. Pensando nisso, um especialista do escritório de advocacia Schroeder&Valverde, que possui uma área focada no atendimento de startups, selecionou e explicou os principais erros. Confira:

1 - Não fazem um acordo de sócios

Segundo o advogado Rodrigo Valverde, sócio diretor do Schroeder&Valverde, 60% dos casos de sociedade não passam dos primeiros anos de atividade. Um dos principais motivos está relacionado ao desalinhamento de interesses entre os sócios com o decorrer do tempo, sem que os deveres de cada um deles, bem como a forma de solução de eventuais conflitos estejam acordados previamente.  Nestes casos, as pessoas costumam usar um senso comum de justiça, mas esquecem que o conceito do que é justo pode variar de pessoa para pessoa – prato cheio para uma disputa societária.

2 - Não entender a carga tributária do seu modelo de negócio

O Brasil é um país extremamente burocrático e entender o funcionamento das cargas tributárias de cada negócio não é uma tarefa simples, porém extremamente necessária. Entendendo como o seu modelo de negócio está enquadrado evita que pagamentos de tributos não devidos sejam feitos. Deve entender se vale a pena segregar várias linhas de negócio por tipo de atividade, se a receita toda alcançada em um marketplace é tributável ou qual melhor planejamento tributário faz sentido para os próximos 5 anos da empresa.

3 - Ficar refém de um prestador de serviços

Um dos grandes desafios do empreendedor que está começando um negócio de tecnologia, por exemplo, é contratar programadores e desenvolvedores. Ficar refém de um profissional com este perfil é muito comum, já que ele é o responsável por desenvolver o projeto. Por isso, é necessário que o acordo de partes seja muito bem definido e acordado por ambos os lados. O ideal é que este tipo de profissional seja sócio do negócio.

4 - Não ter um alinhamento de expectativas com seus investidores

O assunto investimento é algo sempre muito delicado. Muitos empreendedores não sabem, mas existem formas para adequar o momento de captação de recursos e a relação com investidores. Cláusulas de recomposição de participação societária, earn-out e anti-diluição podem ser formas inteligentes de acomodar interesses - na medida em que os fundadores não precisam ter medo das diluições, basta entregar resultado!

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