Morre aos 65 Paul Allen, co-fundador da Microsoft

Da Redação

Por Da Redação

15 de outubro de 2018 às 21:40 - Atualizado há 2 anos

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Paul G. Allen, o co-fundador da Microsoft que ajudou a promover a revolução da computação pessoal e depois canalizou sua enorme fortuna para transformar Seattle em um destino cultural, morreu nesta segunda-feira em Seattle. Ele tinha 65 anos. A morte decorreu de complicações de um linfoma não-Hodgkin, um tipo de câncer que se origina nos gânglios, disse sua família em um comunicado. A doença recorreu recentemente, após ter estado em remissão por anos. Ele deixou a Microsoft em 1982, depois que o câncer apareceu pela primeira vez.

Em 1975, Allen juntou-se ao seu amigo de escola, Bill Gates, para fundar a Microsoft, uma empresa de software que nas décadas seguintes dominou a indústria de PCs. Allen foi uma força motriz na empresa durante seus primeiros sete anos, junto com seu sócio e amigo, à medida que o computador pessoal passava de uma curiosidade amadora para uma tecnologia convencional, usada tanto por empresas quanto por consumidores. Quando a empresa foi fundada, as máquinas eram conhecidas como microcomputadores, para contrastar os computadores de mesa com as grandes máquinas da época. Allen surgiu com o nome Micro-Soft, uma empresa que fabricava software para pequenos computadores. O termo computador pessoal se tornaria comum mais tarde.

Em uma história que se tornou parte do folclore do Vale do Silício, Allen correu para compartilhar com Gates um artigo sobre um computador chamado MITS Altair 8800 que apareceu na edição de janeiro de 1975 da revista Popular Electronics. Gates, um estudante da Universidade de Harvard na época, desistiu da universidade para fundar a nova empresa de software com o amigo. “As contribuições de Paul Allen para nossa empresa, nossa indústria e nossa comunidade são indispensáveis”, escreveu Satya Nadella, atual executivo-chefe da Microsoft, em um post sobre o serviço da empresa no LinkedIn. “Como co-fundador da Microsoft, de maneira discreta e persistente, criou produtos, experiências e instituições mágicas e, ao fazê-lo, mudou o mundo”, disse o atual CEO da Microsoft.

Na verdade, Allen foi fundamental na criação de um acordo para comprar um sistema operacional de um programador de Seattle. Os fundadores da Microsoft ajustaram o código, e ele se tornou o sistema operacional que orientou as operações do computador pessoal da IBM, lançado em 1981. Esse produto, chamado Microsoft Disk Operating System, ou MD-DOS, foi um divisor de águas para a empresa. Mais tarde viria o imensamente popular sistema operacional Windows da Microsoft, projetado para ser usado com um mouse de computador e ícones na tela. Foi assim que apontar e clicar se tornou comum na computação – em vez de digitar comandos no teclado. Allen também desenvolveu os programas do Office para processamento de texto, planilhas e apresentações.

Quando saiu em 1983, após ser diagnosticado com câncer, Allen era o diretor de tecnologia da Microsoft. Com o crescimento das ações da Microsoft, Allen, assim como Gates, tornou-se bilionário. Ele usou essa fortuna para construir seu próprio império de negócios investindo em cabo, entretenimento, imóveis e ciência. Ele também usou sua fortuna para adquirir um time de basquete profissional, o Portland Trail Blazers, em 1988, e um time de futebol profissional, o Seattle Seahawks, em 1996. Allen era um investidor e um filantropo generoso.