Para Tim Cook, taxar produtos chineses dá vantagem à Samsung sobre a Apple

João Ortega

Por João Ortega

19 de agosto de 2019 às 13:50 - Atualizado há 1 ano

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No início de agosto, Donald Trump criou uma taxa de 10% sobre importação de produtos da China a partir de setembro. Estima-se que as mercadorias abrangidas pela nova tarifa somam um valor de US$ 300 bilhões. No entanto, o líder dos EUA acabou adiando a taxação em alguns itens para dezembro, dando uma margem de três meses para empresas se adaptarem à nova dinâmica de mercado. Ainda assim, na última sexta-feira (16), Tim Cook, CEO da Apple, se reuniu com o Trump para tentar convencê-lo de que a taxação seria prejudicial ao mercado norte-americano.

Segundo a Reuters, o presidente norte-americano disse, ao fim do encontro, que Cook havia sido convincente em sua argumentação e que “iria pensar mais sobre o caso”. O executivo explicou ao presidente que a sul-coreana Samsung, principal rival da Apple mundialmente, não está sujeita às taxas e, portanto, teria uma vantagem comercial sobre a empresa americana com a nova regra.

Nesta linha de raciocínio, da qual partilham alguns analistas de mercado dos EUA, seriam prejudicadas pelas tarifas as exportadoras chinesas, as empresas norte-americanas que dependem destes produtos e também o consumidor final, que pagaria mais caro pelos produtos.  Assim, enquanto as duas potências globais disputam o mercado, ganhariam superioridade competitiva companhias estrangeiras que não são taxadas pelo governo norte-americano.

O adiamento das taxas em determinados artigos para dezembro deu fôlego à Apple, já que o lançamento do iPhone 11, previsto para setembro, não será afetado. No entanto, produtos como o Apple Watch, o HomePod e os Airpods, por exemplo, já terão aumento de custo a partir de setembro, por conterem partes chinesas cujas tarifas já entram em vigor. Por isso, a reunião de Tim Cook e Donald Trump pode ser decisiva para os negócios da companhia.