Chinesa Tencent vai ampliar investimentos no exterior e Brasil pode ser alvo

Após desaceleração de aportes em startups no ano passado, empresa vai retomar investimentos com foco em varejo inteligente e pagamentos

João Ortega

Por João Ortega

20 de janeiro de 2020 às 12:35 - Atualizado há 1 mês

A Tencent, gigante chinesa de tecnologia, revelou na semana passada que pretende ampliar seus investimentos em startups estrangeiras em 2020. De acordo com Martin Lau, presidente da Tencent, o plano para este ano é aumentar a “comunicação e cooperação com empreendedores de fora do país”.

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“No passado, nossos setores de investimento estavam focados principalmente em videogames e conteúdo, bem como nas fronteiras da ciência e da tecnologia”, disse o executivo, segundo o portal South China Morning Post. “No entanto, no futuro, a atenção será voltada a plataformas de varejo inteligente e pagamentos”.

Embora não tenha citado nenhum mercado em específico, o Brasil pode ser um dos beneficiados da mudança de estratégia da Tencent. O país foi o terceiro no mundo a criar mais unicórnios (startups avaliadas em US$ 1 bilhão) no ano passado, atrás apenas de China e EUA. A crescente maturidade do mercado brasileiro pode ser atrativa ao capital da Tencent, que costuma investir em diversas startups em estágio inicial de evolução nos países em que o ecossistema de inovação é bem estabelecido.

No ano passado, na América Latina, a Tencent investiu no Nubank e na Ualá, fintech argentina. Globalmente, foram realizados 108 aportes – 33% menos do que em 2018. Em questão de valores, a redução foi ainda mais drástica: US$ 4,9 bilhões investidos em startups estrangeiras em 2019 diante de US$ 10,5 bilhões no ano anterior. “O ambiente de investimentos em 2019 foi bastante difícil”, avalia Martin Lau.