Governo de Hong Kong quer atrair fintechs brasileiras

Tainá Freitas

Por Tainá Freitas

23 de Maio de 2019 às 09:31 - Atualizado há 1 ano

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Hong Kong possui agências governamentais para incentivar a criação de um ecossistema de startups no país. A região, que é independente e possui um sistema político diferente do da China, é uma opção para quem procura investir em países asiáticos.

Michal Kaczmarski, gerente sênior da agência governamental InvestHK, esteve na Fintech Conference da StartSe nesta quarta-feira (22) para contar quais as facilidades (ou não) de investir em Hong Kong, além de traçar um perfil do ecossistema de startups do local.

O jornalista descreve Hong Kong como um mercado B2B – ou seja, em que os principais clientes também são empresas. “As fintechs brasileiras gostam de ser disruptivas, mas no Brasil, apenas cinco bancos grandes, há muito espaço para disrupção. Mas pelo tamanho do mercado, os facilitadores, como reconhecimento facial e de fala, farão mais sucesso em Hong Kong do que a disrupção de bancos”, conta Kaczmarski.

Entre os benefícios em abrir um negócio em Hong Kong, o gerente da InvestHK cita a facilidade para abrir e fechar negócios, não possuir necessidade do fundador ser um residente local, entre outros. “Se tiver uma empresa no Brasil e estiver em dúvida se estão prontos para internacionalizar, falamos para começar pequeno, mas começar logo, porque daqui um ou dois anos pode ter esperado demais”, comenta.

A InvestHK auxilia em assuntos burocráticos como abertura de conta bancária, obtenção de vistos, entre outros. A agência governamental não cobra pela consultoria oferecida e possui 30 escritórios ao redor do mundo.

A aposta em tecnologia

Kaczmarski afirma que o governo de Hong Kong decidiu aumentar a própria participação na tecnologia recentemente. Atualmente, a instituição possui vários sandbox em funcionamento – ambientes de testes seguros para startups, algo fundamental principalmente para o mercado financeiro.

“No ano passado, inovamos com sistemas de pagamento mais rápidos, QR Code padronizados, blockchain de finanças comerciais, entre outros”, cita o gerente. Uma das mudanças em prol da competitividade foi o fornecimento de 157 novas licenças bancárias.

“Quando eu comecei na InvestHK no ano passado, o mapa de fintechs havia metade das empresas que possui hoje. As empresas estão vindo muito rápido para Hong Kong”, contou o jornalista. Uma startup citada por ele que abriu um escritório recentemente no local é a Stripe, fintech de Jack Dorsey, o fundador do Twitter.