Unicórnios matarão os dinossauros em 5 anos, diz fundador da 500 Startups

Da Redação

Por Da Redação

16 de novembro de 2015 às 16:20 - Atualizado há 5 anos

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Em palestra realizada nesta segunda-feira em São Paulo, o investidor Dave McClure afirmou que as grandes empresas que não souberem como agir em conjunto com as startups serão muito provavelmente engolidas pelo software.

Investidor-anjo e fundador da incubadora 500 Startups, McClure foi o primeiro palestrante do Innovators Summit, evento que ocorre nos dias 16 e 17 de novembro e tem como proposta a discussão sobre inovação dentro de grandes empresas e mudanças que essas empresas vêm promovendo com suas transformações.

Sua empresa, criada em 2010, é uma aceleradora de startups com escritórios no Vale do Silício, Cidade do México e São Francisco, que anunciou neste ano que montará um programa de aceleração de três meses também em Londres. Ela é uma das grandes propagadoras do avanço e já foi abordada no programa Conexão Vale do Silício, aqui do StartSe.

Em palestra a empreendedores e investidores, McClure afirma que apenas 2% das startups se torna unicórnios – startups avaliadas em mais de US$ 1 bilhão de dólares; mas que essas empresas matarão todas as grandes corporações em breve, a não ser que elas saibam trabalhar juntas. “Startups sempre são mortais: elas matam a si mesmas, umas às outras, ou as grandes corporações. Normalmente o caso é o primeiro”, crava o especialista, que trabalha com tecnologia desde os 18 anos, “mas as companhias que não souberem trabalhar com software inevitavelmente vão morrer, mesmo que não estejam no ramo da tecnologia”.

Para não serem engolidos, os dinossauros devem usar as possibilidades que conseguirem para aprender a andar junto com os unicórnios. “O que sabemos é que as startups têm velocidade e software para crescer com rapidez e matar, mas as grandes corporações, que são lentas e pesadas, já têm dinheiro e clientes. As startups amam dinheiro e clientes, então pode ser um ótimo casamento – ou não”.

De acordo com o investidor, existem cinco maneiras através das quais as grandes corporações podem trabalhar com as startups: em pesquisas; reuniões; investimentos; parcerias e aquisições. “A Blockbuster teve a oportunidade de comprar a Netflix por US$ 10 milhões, hoje veja onde estamos”, ele diz. “Esse movimento ocorre em todos os setores: bancos, montadoras, enfim, não precisa ter uma relação direta com tecnologia”, complementa.

Durante a palestra, ele afirmou que a melhor estratégia para investir em startups é apostar em quantidade. “Como as chances de investir em um unicórnio são de aproximadamente 2%, quanto mais melhor. É assim que trabalhamos na 500 Startups”, explica.

Sobre a possível bolha das startups, ele afirma que não são apenas elas que passam por avaliações exageradas do mercado: “as pessoas que apostam em corporações acreditam que as operações delas continuarão crescendo daqui 10 anos, mas elas provavelmente serão engolidas em cinco”, profetiza o palestrante. “Muitas empresas de capital aberto estão mais sobreavaliadas do que os unicórnios, e a maior parte das pessoas hoje prefere trabalhar com a rapidez das startups do que com os dinossauros”, finaliza.

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