Uma fábrica quase sem humanos e super produtiva: veja os planos da Tesla

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Por Lucas Bicudo

26 de Maio de 2017 às 12:03 - Atualizado há 3 anos

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A Tesla está em um ritmo frenético esse ano. Avaliada em US$ 50 bilhões, a companhia passou a Ford e agora rivaliza com a GM. Se tudo seguir nos conformes, o Model 3 chegará ao mercado em um mês.

Mas nem tudo é alegria nas terras da empresa. Houve conversas sobre um esforço de organização sindical na fábrica da empresa em Fremont, na Califórnia. O Guardian veiculou essa semana que alguns funcionários caracterizaram a planta como um lugar perigoso para trabalhar e o ritmo é brutal.

Construir veículos demanda bastante fisicamente. As linhas de produção modernas aliviaram a atividade, mas ainda é bastante duro. É necessária muita mão de obra para aparafusar um veículo em conjunto. Centenas de milhares de pessoas estão empregadas nos EUA fazendo exatamente isso.

A fabricação de automóveis é tão eficiente quanto pode ser sem um grande salto na tecnologia. Mas um grande salto é o que Musk quer. Você poderia acusar Tesla de ser um pouco hostil às preocupações humanas, dada a recente veiculação sobre suas condições de trabalho. Mas o que o CEO realmente tem em mente é algo quase sem humanos.

Ou, mais precisamente, algo pós-humano. Seu objetivo é refazer não simplesmente o jeito que se fabrica, mas toda a fabricação usando um grau muito mais elevado de automação. Para isso, a Tesla comprou uma empresa alemã, a Grohmann Engineering, especializada em processos automatizados. No ano passado, Musk esboçou o que chamou de “alien deadnought factory” – uma planta tão diferente da que vemos hoje, mesmo nas instalações mais avançadas, que seria irreconhecível.

O objetivo geral é ultrapassar os limites da velocidade humana. Uma fábrica totalmente automatizada poderia, segundo o pensamento de Musk, ser operada por alguns especialistas humanos, e no meio, robôs fariam tudo, em uma velocidade muito alta e por um tempo muito maior que humanos, sem interrupção. Agora você pode perguntar: “E as pessoas?” A Tesla não quer continuar empregando trabalhadores da Califórnia?

Na verdade, não. Em algum nível, embora Musk admire e aprecie a dedicação de sua força de trabalho, ele não acha que a montadora seja o melhor lugar para ser habitado pela vida humana. Podemos discutir se ele está certo, mas os dados já estão lançados. O próximo grande veículo da Tesla, o Model Y SUV compacto, será uma experiência nas ambições de fabricação de Musk. E ele usará todos os robôs possíveis para isso.

Tenha em mente que provavelmente ainda haverá um lugar para pessoas que querem construir carros. A fábrica da Ferrari em Maranello, na Itália, possui muitos trabalhadores poderosamente engajados, numa linha de montagem de alta tecnologia, construindo Ferraris praticamente usando só as mãos. Na verdade, a Ferrari usa sistemas de montagem quase totalmente automatizados – que realizam tarefas que são muito perigosas para os trabalhadores humanos. De resto, tudo à mão.

E é assim que os consumidores querem. As Ferraris são vendidas por mais de US$ 200 mil e a produção é limitada a menos de 10 mil unidades por ano. A Tesla quer entregar um milhão de veículos anualmente até 2020.

A questão é que Musk não gosta dos números atuais da indústria automobilística e quer melhorá-los através de condução autônoma e inteligência artificial. O plano é desumano. Mas Musk pretende cortar sua força de trabalho para que todo o sistema de transporte seja mais seguro. Ele terá sucesso? Vai ser difícil. Mas se você tivesse dito há dez anos que uma empresa de carros elétricos que vendesse só 25 mil veículos valeria tanto quanto a General Motors, ninguém teria levado você a sério. É uma visão além do alcance dos meros mortais, ou Musk está pisando na bola?

Bom ou ruim, é a mentalidade de inovação. Do Vale do Silício. Você conhece a região? Montamos o e-book: “Conheça o Vale do Silício“, para te ajudar a entender como as coisas funcionam em um dos maiores centros de disrupção do mundo.

(via Business Insider)

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