Por que não temos uma Inteligência Artificial “inteligente” ainda?

Victor Hugo Bin

Por Victor Hugo Bin

20 de agosto de 2018 às 14:48 - Atualizado há 2 anos

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O que faz de Inteligência Artificial realmente “inteligente”?

Essa pergunta divide tecnólogos, acadêmicos e até mesmo a população em geral.

Livros e filmes de ficção científica dispararam a ideia de que robôs acabariam com a humanidade mais rápido que rastro de pólvora.

E se muitas pessoas ainda não temem o fim da raça humana…

Pelo menos temem um dia chegarem para trabalhar e ter um robô sentado no seu lugar fazendo exatamente o que você faz.

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Entretanto, se soubermos as limitações da máquina, poderemos ter nossos empregos sãos e salvos por muitos e muitos anos ainda.

De fato, um robô pode fazer certas tarefas muito mais rápido do que nós…

Entretanto, eles fazem apenas uma tarefa repetível e aplicável por vez. Não muitas como nós humanos fazemos todo o tempo.

Você pode estar trabalhando ouvindo música. Atender o celular enquanto cozinha.

Conversar com alguém enquanto come e até mesmo digitar um texto igual eu estou fazendo enquanto toma café, ouve música e responde e-mails.

Tudo sem entrar em curto circuito.

Para entender melhor as limitações da máquina e porque um bebê ainda dá de 10 a zero no supercomputador da IBM…

Você deve entender o enigma do galo e do Sol.

E como – pelo menos por enquanto – a raça humana está a salvo.

A limitação da máquina: o galo e o Sol

Imagine agora que você está em uma fazenda com tudo que tem direito.

Galinha, vaca… plantação de hortaliças…

Árvores frutíferas e aquela paz que não existe mais nas grandes cidades.

De repente você acorda com o galo cantando, e depois você enxerga aquela gema amarela gigante chamada Sol rasgando o céu logo cedo…

O que você deduz:

  • O galo cantou porque o Sol apareceu?
  • Ou o Sol apareceu porque o galo cantou?

Se essa pergunta parece óbvia demais, parabéns… você não é uma inteligência artificial.

Por que segundo Judea Pearl, cientista da computação da UCLA (Universidade da Califórnia em Los Angeles):

Se todos os dias uma máquina ver o galo cantando antes do Sol nascer, ele somará A+B e deduzirá que o canto é a causa do nascimento do Sol.

E quando o galo não estiver mais ali, ela entenderá que não haverá Sol naquele dia.

Olha só a confusão que teríamos…

O segredo do ser humano: “Ah, se eu pudesse ter feito diferente”

As máquinas hoje em dia ainda trabalham apenas com repetições e estatísticas.

Por isso a máquina não teria um resultado muito inteligente no exemplo acima.

Já a inteligência humana tem algo incrível:

Quantas vezes você já tomou uma decisão e depois ficou pensando…

Putz, se eu tivesse feito tal coisa diferente, o resultado seria outro completamente diferente.

Ou seja, nós raciocinamos sobre certas ações que não tomamos ainda.

E com isso podemos tomar decisões melhores das próximas vezes.

Chamamos isso de evolução humana e ajudou a nos mantermos vivos durante milhares de anos.

Por isso você não precisa pôr a mão no fogo pra saber que ele queima…

Nem o dedo na tomada pra saber se ele dá choque…

Mas vamos nos aprofundar um pouco mais no intelecto humano no próximo tópico…

Uma criança de 3 meses ainda supera (e muito) uma máquina

Um bebê de 3 meses possui 2 coisas que nenhuma Inteligência Artificial possui…

Uma delas são as células espelho.

Durante a primeira infância, o cérebro de uma criança procura assimilar o máximo de informação que ela conseguir e aprender com isso.

São chamadas células espelho porque a criança repete tudo o que ela vê.

Similar a uma máquina…

Porém, o que diferencia e aumenta muito o potencial de aprendizagem humana é um segundo fator…

Chamado senso comum.

Que são aprendizados que uma vez assimilado, ninguém mais tira da cabeça de uma criança…

Com isso, ela não precisa raciocinar muito para chegar a resultados complexos para uma máquina.

Um exemplo bobo, porém ilustrativo:

Ninguém nos diz que elefantes são maiores do que borboletas, até uma criança pode raciocinar isso.

Para isso ele faz uma análise de espaço, tamanho, compara sua mãozinha com o tamanho da borboleta ou a um elefante e consegue saber que um é gigantesco em relação a outro.

Mas por trás dessa comparação simples está uma análise de tamanho, profundidade, peso, proporção, tempo e espaço, uma série de coisas…

Um robô precisaria ser programado para isso: cada uma dessas variáveis.

Se mostrarmos para o robô duas imagens: uma com super zoom em uma borboleta e outra de um elefante distante na savana… aconteceria o mesmo do galo e o Sol.

Ele achará que as duas têm o mesmo tamanho ou que a borboleta é maior que o paquiderme.

Já uma criança mais nova depois de saber o tamanho de um e outro, fica difícil enganá-la.

E essa capacidade de raciocínio só se aprimora ainda mais com o passar dos anos.

A criança usa o senso comum para tirar conclusões e entender se algo está certo ou errado, se faz sentido ou não…

Recentemente o robô Dactyl, da Open AI conseguiu manipular um cubo com maestria similar à mão humana.

E todos comemoraram…

Mas se compararmos isso aos feitos de uma criança engatinhando, não ficaríamos tão animados com uma mão que mexe um cubo.

Para engatinhar uma criança precisa, ao mesmo tempo:

  • Ter controle do seu peso;
  • Espaço por onde circula;
  • Mexer mãos e pés com harmonia;
  • Evitar obstáculos;
  • Enxergar;
  • Ouvir mãe e pai chamar;

Entre outras tarefas que exigem cálculos complicados para uma máquina fazer – ainda mais todas ao mesmo tempo.

A Open AI conseguiu que essa mão robótica fizesse uma tarefa (mexer o cubo) mesmo com variações de gravidade, barulho e ângulo… o que é um feito e tanto.

Mas estamos falando ainda de UMA tarefa, não várias.

Então, segundo vários estudiosos de robótica e inteligência artificial…

Enquanto um robô não ter a capacidade de raciocínio e aprendizagem de uma criança, pelo menos.

A Raça Humana estará sã e salva…

E se o seu trabalho exigir um nível de complexidade maior, um robô nunca será capaz de realizá-la (por enquanto).

E aí, você ficou menos preocupado com a sua substituição por um robô?

Nós da StartSe sabemos que esse assunto ainda dará muito pano pra manga…

Por isso trouxemos diretamente de Stanford um dos maiores especialistas em Inteligência Artificial para vir ao Brasil explicar os impactos que essa tecnologia tem em nosso dia a dia…

Kartik Gada

Ele tem uma visão mais otimista sobre a inteligência artificial. E acredita que ela veio para nos ajudar e não acabar com a gente…

A inteligência artificial que temos atualmente, apesar de pouco complexa, já é capaz de causar um impacto na sociedade maior do que imaginávamos.

Ela mudará nossa forma de trabalharmos, educarmos nossos filhos e até sairmos de casa…

O que é uma mudança e tanto

  • Mas como ela fará isso?
  • Quanto tempo isso irá demorar?
  • Estamos sendo impactados e não estamos nem percebendo?

Para responder essas e outras perguntas ele estará no maior evento de inovação e tecnologia do Vale do Silício no Brasil.

O Silicon Valley Conference 2018.

Ela acontece no dia 29 de setembro em São Paulo, no Centro de Eventos Pro Magno, na Zona Norte.

A oportunidade de você ver de perto e entender o que as maiores empresas de tecnologia do Vale do Silício…

Startups

E investidores

Estão fazendo para mudar o mundo como o conhecemos.

Nossa forma de lidar com tecnologia, trabalharmos e até vivermos em um mundo cada vez mais automatizado daqui para frente.

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Além de Kartik Gada

Temos confirmado no evento a presença da empresa Hyperloop que pode revolucionar a forma de nos locomovermos no Brasil.

E viajar de São Paulo pro Rio de Janeiro em 30 minutos não será uma tarefa impossível.

A Finless Foods, que está mudando a forma de nos alimentarmos graças à manipulação de células tronco.

E muito mais…

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Fonte para a matéria: Axios