Para aplaudir de pé: Banco do Brasil instala laboratório no Vale do Silício

Estatal vai para o Vale através de inovações que possam melhorar a vida dos clientes do Banco e os processos internos da companhia

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Por Da Redação

10 de novembro de 2016 às 11:53 - Atualizado há 3 anos

Banco do Brasil

A visão que o brasileiro tem de Empresa Estatal não é positiva. Imaginamos (e muitas vezes com razão), caixas pretas que servem de cabide de emprego, imersas em um mar de burocracias e processos da época dos nossos avós. Algumas poucas, porém, tomam atitudes bem modernas. É o caso do Banco do Brasil, que acaba de criar o Laboratório Avançado Banco do Brasil (LABB) no Vale do Silício.

Ao ir para o Vale, o BB vai atrás da região mais inovadora do mundo para criar novas tecnologias que possam melhorar a vida de seus clientes – além de criar uma. Não é o que espera-se de uma estatal.

É ótimo que o BB faça isso também para proporcionar que seus funcionários aprendam a cultura da região – tão empreendedora e inovadora. Já discutimos isso no Conexão Vale do Silício, nosso programa sobre inovação aqui dentro do StartSe.

O BB destaca que o LABB tem como intuito de assimilar e disseminar a cultura digital, identificar oportunidades para o Banco, descobrir startups em seu estágio inicial de operação, além de prospectar soluções em desenvolvimento por fintechs lá baseadas.

“O LABB faz parte de um projeto de intraempreendedorismo do BB e tem o objetivo, ainda, de fazer a incubação avançada de projetos internos de caráter estratégico para o Banco, além de constituir-se em um meio para que funcionários do Banco do Brasil possam vivenciar o dia a dia do Vale, interagir com empreendedores e empresas já estabelecidas e, no seu retorno ao Brasil, disseminar em suas equipes a cultura digital e o modelo de sucesso daquela região.”, explica Marco Mastroeni, diretor de negócios digitais do BB.

O LABB está funcionando desde junho deste ano e fica dentro de uma das principais aceleradoras do mundo, a Plug And Play. Por conta disso, o BB divide espaço com diversas startups, de diferentes países. E o BB também se torna parceira da aceleradora para o segmento de fintechs.

A estrutura é gerenciada por Vilmar Grüttner, executivo de negócios digitais. A cada três meses, o BB leva 5 funcionários para o LABB para, até a próxima turma chegar, desenvolverem projetos como se fossem startups. Grüttner destaca que os projetos vêm, principalmente, de um programa chamado “Pensa BB”, que estimula os funcionários a criarem soluções inovadoras para o Banco. O BB já está na segunda turma.

O Banco tem um modelo de intraempreendedorismo composto por quatro etapas: Pensa – Trilha de Negócios Digitais, pré-incubação (denominada Garagem BB), incubação e aceleração. A Trilha de Negócios Digitais se materializa no Action BB, evento em que são reunidos perfis profissionais específicos para formação de times, como analistas de negócios, designers, desenvolvedores e cientistas de dados para a identificação e construção colaborativa de soluções, para as ideias selecionadas no Pensa.

Essa não é a única atividade do BB no mundo da tecnologia. O Banco do Brasil tem um programa de inovação voltado para a área de atacado e organizou, no ano passado, um hackathon de tecnologia entre os funcionários. Dessas iniciativas, surgem ideias que, após processo de seleção, vão para fase de pré-incubação, em que é desenvolvido modelo de negócio, com definição de proposta de valor, a partir de design thinking e outras técnica. Já na fase de incubação, que dura três meses, é criado um MVP que possa ser submetido a testes. Após o processo de incubação, o projeto é apresentado a uma banca avaliadora e pode ir para a aceleração, que objetiva a construção para o lançamento da solução em questão.

Nesse momento, um projeto está sendo incubado, no Vale do Silício, e outro está sendo acelerado, com lançamento aos clientes no próximo ano. A fase de aceleração dura, no máximo, 12 meses com o objetivo de avaliar o que é necessário para o lançamento. Durante essa etapa, a área correta do banco analisa o andamento e o potencial, periodicamente, alinhando-os com a estratégia do Banco.

Em 2017, o BB quer incubar 16 ideias, quatro no Vale do Silício e as demais no Brasil. “Estão em estudo novos locais no Brasil, para novas incubadoras e aceleradoras. Inclusive, parcerias com universidades estão em negociação”, adianta Mastroeni.

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