O que o McDonald’s foi fazer lançando um escritório no Vale do Silício?

Da Redação

Por Da Redação

27 de janeiro de 2017 às 11:10 - Atualizado há 4 anos

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A semana que se encerra nesta sexta-feira foi semana da Missão Vale do Silício, promovida pelo StartSe. Em algum momento dela, postamos em nosso Facebook uma foto de uma palestra interessantíssima, onde um mural mostrava empresas que abriram escritórios de inovação no Vale. Um nome se destacou mais do que o resto: McDonald’s.

Lá estava aquele arco dourado da rede de lanchonetes, no meio de outras tantas companhias mais famosas por suas inovadoras atuações, como Sony, Uber, Visa, GM. Um leitor fez uma piadinha: “ué, mas é lá que eles testam os lanches novos?” e alguns outros não entenderam a importância que é o McDonald’s estar no Vale do Silício.

O Vale do Silício está desenhando um mundo novo há algumas décadas. Boa parte das inovações surge lá, como carros autônomos, smartphones, novos robôs. Lá estão 3 das 5 empresas mais valiosas do mundo (Google, Apple, Facebook). As outras duas estão em Seattle (Amazon e Microsoft), mas possuem escritórios no Vale. Tanto que o McDonald’s abriu seu escritório de inovação em 2014 e lá permaneceu.

Até o McDonald’s pode mudar bastante

É ingenuidade achar que essas mudanças não vão afetar setores tradicionais, como o de lanches. O Big Mac pode ser uma marca gigantesca, mas se o McDonald’s parar no tempo, será completamente engolido por rivais mais eficientes. E é eficiência que o McDonald’s busca em São Francisco, não lanches melhores.

O McDonald’s procura como automatizar e facilitar pagamentos e pedidos em suas lojas, através de aplicativos e novos sistemas de gestão automatizados. Um exemplo é o pagamento via aplicativo: entende-se que ele pode reduzir filas e aumentar o ticket médio dos clientes. E é claro que uma base no Vale do Silício ajuda a desenvolver estas novidades, com o pessoal lá desenvolvendo o que pode facilitar essa transição.

Mais do que isso, ele também pode tentar também realizar outra inovação: usar máquinas para substituir o trabalho humano. Você já foi em um McDonald’s fora do Brasil? É super comum ter aqueles terminais de auto-atendimento, onde você faz teu pedido em uma tela, paga e só vai buscar no caixa depois que ele estiver pronto. Pronto, um atendente a menos e a empresa economiza bilhões lá na frente com uma coisa dessas.

E isso também pode ser aplicado a robôs que montam os pedidos. No fim, uma loja do McDonald’s deverá reduzir em muito a quantidade de funcionários. Entregadores também poderão ser substituídos por drones em um futuro próximo, que, aliás, podem diminuir o tempo de espera do cliente por um lanche.

Embora exista a preocupação de que milhões de pessoas acabem desempregadas por conta do avanço da tecnologia, é impossível brigar contra isso. Vai acontecer. E para as empresas, é melhor que elas estejam do lado certo da inovação. Discutimos isso com frequência no Conexão Vale do Silício, nosso programa de inovação e tecnologia aqui dentro do StartSe.

Quem não inovar vai morrer

Acho saudável que o McDonald’s tenha entendido que precisa de inovação para continuar competitivo em seu mercado. É uma companhia gigante que deverá continuar a ser relevante nos próximos anos. Vimos tantas morrerem, como Blockbuster e Kodak. Até escrevi uma matéria sobre o assunto.

O que eu quero, porém, é que mais empresas, BRASILEIRAS INCLUSIVE, entendam a necessidade de ter departamentos de inovação, de conversar com startups, de melhorar seus processos. O verdadeiro ganho de produtividade sempre está na inovação. O StartSe tenta promover esse tipo de contato entre grandes empresas e startups através da nossa Base. Cadastre-se!

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