O jogo já começou e tem gente ainda no aquecimento

Da Redação

Por Da Redação

3 de novembro de 2017 às 15:16 - Atualizado há 3 anos

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*Texto por Bernardo Pontes, diretor executivo na TEN10 Gestão

O mundo está em constante transformação, porém nos dias de hoje essa mudança tem sido percebida cada vez mais rápido. As grandes iniciativas surgem e ganham notoriedade e alcance de uma maneira avassaladora. Mas como o esporte está absorvendo isso? Será que o Futebol, e ainda mais precisamente, os clubes brasileiros estão preparados e enxergando essa nova forma de pensar o mundo?

Façamos um exercício de imaginação. Imagine a experiência do torcedor do momento zero até sair do estádio num jogo em 1980, 1990, 2000, 2010 e 2020.

Percebemos que até os anos 2000 ou seja, intervalo de 30 anos o processo era praticamente o mesmo. Ir a bilheteria, comprava, entrava e assistia à partida.

Em 2010 alguns clubes já possuíam a compra pela internet. E raros usavam o modelo “mifare” tecnologia que o cartão de sócio dava acesso na catraca, sem necessidade do ingresso.

E o que esperar de 2020?

Se os clubes entenderem a importância de criar modelos desruptivos perceberão que em 2020 a tendência é surgirem modelos que mudarão totalmente a ótica do torcedor. O torcedor poderá acessar o estádio com o chaveiro do carro, porque não? Isso que estamos falando apenas de um segmento que é o processo de compra (retailtech).

Muitas transformações irão acontecer, ou melhor, já estão acontecendo dentro e fora de campo. A implementação do VAR (vídeo assistant referee) é apenas a ponta do iceberg das transformações que o torcedor poderá perceber no futebol daqui pra frente.

Os estádios em breve poderão criar suas arquibancadas virtuais, não sendo necessário vender somente o ingresso físico que tem que seguir a capacidade do estádio.

Imagine que numa final de campeonato você poderá comprar um ingresso e assistir a partida com um óculos VR, vendo e ouvindo como se estivesse lá. Tudo em 360°. E mais do que isso, no meio dos seus amigos que conseguiram ingresso.

Ou seja, os estádios ficarão sem limites de capacidade no mundo virtual.

A era da revolução digital está aí. O jogo já começou e tem clubes e gestores que ainda não perceberam a importância de inovar. Ainda estão no vestiário aquecendo.

Os clubes brasileiros precisam entender de que maneira a tecnologia pode impactar e aprimorar o desenvolvimento do negócio futebol.  Não só no que diz respeito ao torcedor, mas questões internas como jurídico (lawtech) e financeiro, por exemplo. Há muitas startups fora do mercado esportivo que tem muito a somar com os clubes nesses segmentos.

Essas e muitas outras tecnologias surgem e são desenvolvidas no Vale do Silício, na Califórnia. De lá saíram empresas que estão presentes no nosso dia a dia como Facebook, Twitter, Uber dentre muitas outras.

Missão The Future of Sports!

Em 2010, um grupo de venture capitalists do Vale do Silício adquiriu o time de basquete Golden State Warriors. Em seguida, implementaram um sistema de gestão comumente aplicado em startups. Resultado: em menos de uma década montaram um dos times mais poderosos da história.

Já o San Francisco Deltas é o primeiro time de futebol do mundo criado como uma startup. Focado em inovação, tem como investidores pessoas que ajudaram a começar empresas globais como Apple, Facebook, Google, Paypal, Yahoo, Twitter e outros gigantes do Vale do Silício.

O filme estrelado Brad Pitt, “Moneyball, o Homem que Mudou o Jogo”, é baseado em fatos reais que ocorreram também no Vale do Silício, no time de baseball Oakland A’s, quando a equipe usou a tecnologia e as análises de big data para revolucionar as contratações e montagem de equipes no baseball.

Por que não mais um case? O departamento atlético de Stanford. Antes das olímpiadas do Rio, atletas da universidade já haviam ganho 243 medalhas olímpicas! No Rio, foram mais 18 medalhas (9 de ouro), mais do que muitos países.

Estamos falando de um papo sério: a metodologia do Vale do Silício chegou aos esportes. E não está para brincadeira. Acreditamos que há muito o que aprender com a cultura organizacional de equipes de alto nível. Para isso, montamos a Missão The Future of Sports. Em uma viagem de uma semana, o programa levará você para descobrir quais são as tecnologias, instituições – de equipes profissionais a startups e marcas estabelecidas – e pessoas que estão revolucionando esportes.