Necessidades não atendidas existem em qualquer setor da economia

As oportunidades existem mesmo em setores “saturados” de competidores onde é difícil imaginar algo novo. Criada no Vale do Silício, a GoPro nos mostra que não há nada no mundo que não possa ser feito melhor!

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Por Maurício Benvenutti

21 de setembro de 2015 às 05:35 - Atualizado há 4 anos

SÃO FRANCISCO – Considere a indústria de câmeras digitais. Canon, Sony, Nikon e outras tantas marcas dominam o mercado há anos e produzem excelentes produtos. Além disso, bilhões de celulares tornaram simples e conveniente filmar e fotografar com alta qualidade em qualquer lugar do mundo.

Haveria espaço para algo diferente?

Pois foi nesse cenário que a GoPro nasceu! Nick Woodman desenvolveu um produto para um segmento repleto de competidores. No entanto, nenhum deles satisfazia os ávidos esportistas que desejavam registrar suas manobras radicais e movimentos rápidos. Para atender uma demanda tão específica e exigente, Nick criou um produto sob medida, de fantástica performance e durabilidade, que rapidamente passou a ser consumido não só por esportistas, mas por todos os tipos de pessoas.

As startups tem essa característica de romper com o tradicional, questionar os padrões, identificar soluções inteligentes e transformar setores inteiros da economia. O exemplo da GoPro reforça que as oportunidades existem (talvez as melhores) mesmo em setores “saturados” de competidores onde é difícil imaginar algo novo.

Não há nada no mundo que não possa ser feito melhor!

Uber, Airbnb, Zipcar e Netflix reforçam essa tese, além de tantas outras startups que ainda virão com soluções melhores para romper com os tradicionais setores da economia.

E voltando à GoPro, três brasileiros observaram que inúmeras filmagens estão mofando na casa das pessoas porque pouca gente tem tempo e paciência para editá-las. Foi para satisfazer essa demanda que surgiu o Graava, uma câmera que utiliza inteligência artificial para selecionar e editar automaticamente os melhores momentos das gravações: horas de filmagem viram 1 minuto de vídeo em segundos!

E assim a evolução continua!