Musk acredita que maior parte da população viverá de bolsas em pouco tempo

Da Redação

Por Da Redação

7 de novembro de 2016 às 10:43 - Atualizado há 4 anos

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Uma das conversas que o mundo da tecnologia está tendo recentemente é a mudança estrutural que robôs e inteligência artificial terão na sociedade – acabando com boa parte dos atuais empregos, sobretudo aqueles com alto nível de repetição. E para Elon Musk, essa mudança obrigará o governo a pagar uma espécie de bolsa-família para todos.

Não sejamos ludistas: a sociedade será mais rica com robôs fazendo o trabalho que humanos fazem atualmente. E o governo distribuirá essa riqueza através de uma renda básica universal, o projeto de vida do senador petista Eduardo Suplicy. O futuro será um pouco socialista e a culpa disso é da tecnologia. “Há uma grande chance de termos uma renda mínima universal, ou algo assim, por causa da automação. Eu não sei mais o que pode ser feito”, disse Musk, CEO de Tesla, Solar City, SpaceX e um dos principais futuristas do novo mundo, em entrevista na CNBC.

A Suíça já propôs uma renda mínima de US$ 2.578 para todos, mas a proposta foi negada. Outro que já falou no tema foi Barack Obama, quando discutia o impacto da tecnologia nas relações humanas. “Se a renda universal é o modelo correto e vai ser aceito pelas pessoas, é um debate que vamos ter que ter nos próximos 10 a 20 anos”, destacou o presidente dos Estados Unidos, prevendo que neste período é que a tecnologia vai começar a acabar com empregos em massa.

A tecnologia já está, porém, começando a surgir – é só ver o exemplo do caminhão da Uber que entregou 50.000 latinhas de cerveja praticamente sozinho, sem a necessidade de um motorista por boa parte do caminho. Isso acabará com o emprego do caminhoneiro, mas abrirá caminho para a existência de operadores de frota – que vão analisar os problemas da frota e resolver remotamente.

Contudo, conforme uma pessoa faça o trabalho de muitos, empregos serão destruídos, abrindo o caminho para a necessidade de um modelo de renda universal que garanta que os desempregados tenham suas necessidades básicas atingidas, afinal, muitas pessoas não terão emprego e não por opção delas.

Outros empregos devem continuar existindo e quem optar por eles continuarão recebendo salários. Serão empregos mais “cabeça”, porém, com menos repetição. “Pessoas terão mais tempo de fazer outras coisas, mais interessantes. E certamente terão mais tempo para o lazer”, completa Musk em seu exercício de futurologia.

Eu acredito. E espero. Pessoalmente, vou continuar trabalhando, pois isso dá um sentido para a vida que ficar jogando videogame e assistindo Netflix não dá. E é esse o meu medo: não a condição material da enorme quantidade de pessoas que ficarão sem emprego, mas sim o que estas pessoas farão. A sociedade vai mudar, de fato.

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