“A mudança gera medo, mas esperamos que vocês vejam isso como oportunidade”

Da Redação

Por Da Redação

7 de outubro de 2017 às 10:55 - Atualizado há 3 anos

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O mundo está passando por uma grande transformação que assusta muita gente, disse Pedro Englert, CEO do StartSe no Silicon Valley Conference – evento para 1.500 pessoas que estamos organizando em São Paulo neste sábado. Contudo, ele espera que as pessoas vejam isso como uma oportunidade – não como uma ameaça – para criar novas coisas e empreender, mudando o mundo positivamente.

Quem entrar nesta mudança de cabeça tem mais chances de conseguir suceder neste novo mundo que está desenhando. “A mudança gera medo, mas também podemos encarar com uma visão objetiva, deixa eu jogar esse jogo antes para aprender a ser mais competitivo”, disse.

Ele teve uma prova disso quando resolveu tirar um ano sabático após sair da XP Investimentos, passando um período no Vale do Silício. O “problema” é que o que ele viu lá o impactou tanto que ele se viu obrigado de largar o período de descanso para voltar à ativa, assumindo o StartSe logo depois. “Aquilo que eu achava que era o futuro, eu vi que já estava acontecendo”, conta.

Esse futuro que ele viu é completamente transformador e o fez repensar todas as suas crenças. “Só que isso não impacta só nossa vida profissional, impacta também como a gente cria nossos filhos. Fico me perguntando como eu educo meus dois filhos sabendo que 65% das crianças de hoje estarão em profissões que ainda não existem”, salienta.

Pedro, então, decidiu “se atualizar”, indo estudar no próprio Vale do Silício. “Fui para a Singularity University. E eles são super otimistas com o futuro, falam que o mundo é cada vez um lugar melhor para se viver”, destaca – lembrando que uma série de indicadores apontam para isso: vivemos cada vez mais, trabalhamos cada vez menos, as tragédias impactam cada vez menos pessoas e nunca estivemos tão ricos.

Queremos que mais pessoas tenham a experiência que Pedro teve no Vale do Silício. Por isso montamos a Learning Experience, um programa de uma semana na região para impactar e transformar quem vai. Conheça-a aqui.

Empreender é barato

Parte desta mudança é que agora é super simples e barato montar uma empresa, muito mais fácil do que era algum tempo atrás. “Fazer uma startup de tecnologia custa cada vez menos, é barato empreender”, afirma.

Essa mudança é profunda por causa da digitalização dos negócios atuais. “Quinze anos atrás era impossível concorrer com o Itaú, por exemplo. Hoje, a gente consegue estabelecer um produto e começar a competir com o Itaú, hoje o mundo está conectado, não precisa abrir escritório em Belo Horizonte se você quer ir para Minas Gerais, como a gente teve que fazer na XP Investimentos. O StartSe não tem um escritório fora de São Paulo e a maioria aqui no evento é de fora da cidade”, exemplifica.

É bom destacar que ser mais barato e fácil entrar não quer dizer que se tornou tranquilo empreender – boa parte das pessoas que tentam acabam quebrando.  “Uma parcela dos que tentam inovar quebram, mas tem uma grande quantidade de pessoas tentando empreender. Muitos sobrevivem”

Um ponto a se destacar é que este mundo também está completamente se transformando cada vez mais rápido. “Se há 10 anos não existia mobile, não existia iPhone, então o que vai acontecer daqui a 5? Não dá para prever”, alerta.

Cada vez mais as tecnologias estão sendo usadas de maneira inovadoras. “A convergência de tecnologias está permitindo coisas que não eram possíveis no passado”, diz. “Ou eu estou atento ou eu me torno obsoleto”, completa.

Isso significa que atualmente, o importante é estar sempre em movimento. “Em um mundo dinâmico, o conservador é ser agressivo. Se você ficar parado, é certo que você vai morrer”, salienta.

E é importante manter o cliente satisfeito – a barreira para que ele saia de seu negócio, e vá para o concorrente, também é muito mais baixa do que antigamente. “O Tito, fundador do Warren, que diz: ‘se eu não apresentar a melhor experiência para meu usuário, ele deleta meu aplicativo’”, exemplifica.

O digital vem substituindo o analógico de muitas maneiras, quando ele se torna “bom o suficiente”. “As primeiras experiências digitais não são boas. A primeira câmera era ruim, o primeiro carro autônomo batia. Baixar música por torrent era ruim, vinha errado, vinha vírus. Aí o iTunes aparece com um dólar por música. Aí vira good enough e entra volume. Depois vem o Spotify e te diz que 14,90 você pode ter um milhão de músicas. Aí quebra a indústria tradicional”, exemplifica.

E aí temos negócios que mudam o planeta por democratizar e facilitar serviços e negócios que antes só eram acessíveis por quem tinha dinheiro. “A lógica da escassez está sendo substituída por uma lógica de abundância. Você pode enxergar isso como uma oportunidade ou com um tremendo risco. Mas queremos que vocês enxerguem isso como uma oportunidade”, conclui.