“O Vale do Silício é ótimo para começar um negócio se você quer que ele seja global”

Segundo Michelle Messina, especialista na área, o Vale do Silício tem peculiaridades essenciais para quem quer negócios globais

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Por Isabela Borrelli

7 de outubro de 2017 às 15:05 - Atualizado há 2 anos

Michelle Messina, empreendedora em série e autora do livro Decoding Silicon Valley, palestrou hoje no Silicon Valley Conference e deu algumas dicas de como decodificar o maior polo de inovação do mundo.

Antes de tudo, ela deixou claro: empreender não é fácil, pelo contrário, é muito difícil. Além da questão de que startups são negócios frágeis e tem um índice de 90% de mortalidade, elas estão em um território incerto. “Há três anos estávamos falando de energia eólica e solar, hoje estamos falando de conexão das coisas, carros autônomos. É uma mudança constante”, frisou Messina.

Dessa forma, empreender é ter que tomar decisões rápidas diariamente sem saber exatamente o que está por vir. No Vale do Silício, ainda por cima, essa disposição ao risco é ainda maior: “Não se pensa na gravidade, no que pode dar errado”, exalta. Lá, é incentivado o jeito Fail Fast de empreender, ou seja, tentar e muito possivelmente errar, mas se recuperar rápido para tentar de novo – até acertar. Além disso, os erros não são vistos como algo negativo, mas como algo que acrescenta, um aprendizado.

Messina também enalteceu a importância do networking, um dos fatores mais importantes no empreendedorismo, e da competitividade, uma vez que, segundo ela, a competição ajuda empreendedores e negócios e, como consequência, o produto fica melhor. Ambos ingredientes são encontrados em abundância no Vale do Silício, que reúne um ambiente ideal para empreendedores que visam ter um negócio global.

Uma das marcas do Vale do Silício é a abertura e colaboração entre as pessoas, sem ter uma preocupação extrema com a competição, afinal, lá não é o lugar para copiar, mas para inovar: “A gente disrupta, não segue ninguém! A gente quebra modelos e desvenda novos territórios. O Vale não é o lugar para copiar um negócio que está dando certo”, complementou a especialista.

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