Zuckerberg deve deixar o controle do Facebook, diz acionista bilionário

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Por Isabella Câmara

3 de abril de 2018 às 12:36 - Atualizado há 3 anos

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De acordo com um funcionário que supervisiona os investimentos dos fundos de pensão de Nova York, Mark Zuckerberg deveria renunciar ao cargo de presidente do Facebook. Scott Stringer, controlador da cidade, pediu uma revisão do conselho do Facebook após o escândalo da Cambridge Analytca.

Os fundos de pensão de Nova York detêm uma participação de aproximadamente US$ 1 bilhão no Facebook. Mas de acordo com o controlador da cidade, eles não tirarão o investimento na rede social.

Desde a polêmica de privacidade de dados, na qual a Cambridge Analytica coletou indevidamente os dados de 50 milhões de usuários da rede social, o Facebook já perdeu cerca de US$ 86 bilhões do seu valor de mercado. A empresa teve acesso a informações pessoais dos usuários por meio de um teste psicológico na rede social e utilizaram os dados, sem o consentimento deles, para fins políticos.

Após o escândalo, o controlador da Cidade de Nova York pediu um presidente independente para substituir Mark Zuckerberg. Alem disso, Scott pediu três novos diretores com experiência em dados e ética. Esses profissionais, segundo ele, ajudariam a policiar os esforços do Facebook em relação a privacidade dos dados de usuários.

Para Scott Stringer, o escândalo demonstrou um “risco para a nossa democracia”. “O Facebook é a oitava maior empresa do mundo. […] Eles têm 2 bilhões de usuários, estão em águas inexploradas e não se comportam de uma maneira que faz as pessoas se sentirem bem com o Facebook e garantirem seus próprios dados”, disse.

Mas segundo Mark Zuckerberg, em entrevista a Vox, seu controle sobre a empresa é bom para os usuários a longo prazo. “Estamos continuamente pensando nisso. À medida que a Internet chega a uma escala mais ampla e alguns desses serviços alcançam uma escala maior, estamos constantemente confrontados com novos desafios”. De acordo com ele, o sucesso do Facebook não está no surgimento de possíveis problemas. Mas sim na capacidade da empresa em lidar com eles de forma responsiva e fazer o possível para que os mesmos não voltem a aparecer.

“Uma das coisas que eu realmente sinto que temos sorte é na estrutura da empresa. […] Não estamos nos caprichos dos acionistas de curto prazo. Podemos realmente projetar esses produtos e decisões de acordo com o que vai ser melhor para o interesse da comunidade a longo prazo”, disse o presidente do Facebook.