Uber registra prejuízo de mais de US$ 1,2 bilhão durante o 1° semestre

Da Redação

Por Da Redação

25 de agosto de 2016 às 11:57 - Atualizado há 4 anos

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Sabe por qual motivo a Uber continua captando dinheiro, mesmo sendo a startup mais valiosa do mundo e tendo um modelo de receitas completamente provado (coisa que outras grandes startups não possuem)? A resposta é absurdamente simples: a empresa gasta mais dinheiro do que arrecada atualmente, com uma porção de subsídios para motoristas.

De acordo com a Bloomberg, a Uber perdeu cerca de US$ 1,2 bilhão no primeiro semestre do ano, registrando prejuízo de US$ 520 milhão nos primeiros três meses e US$ 750 milhões no segundo (onde o prejuízo atingiu até os Estados Unidos, mercado mais rentável do Uber e onde ele afirmava ter lucros anteriormente).

A companhia abriu seus números em uma conferência com investidores lidarada por Gautam Gupta, o head de finanças da Uber, como se fosse uma companhia listada em bolsa de valores. Ele destacou que os subsídios dados para usuários são o que faz o Uber não ser lucrativo, no fim das contas. Contudo, a companhia continua com um caixa robusto.

As receitas com corridas cresceram bastante também, pulando de US$ 3,8 bilhões no primeiro trimestre para mais de US$ 5 bilhões. A Uber ficou com US$ 960 milhões no primeiro trimestre para cerca de US$ 1,1 bilhão no segundo. A companhia destacou que uma mudança nos cálculos de receita do UberPool afetou artificialmente a companhia.

Com os prejuízos, a Uber atingiu a marca de US$ 4 bilhões em perdas desde sua fundação, sendo que metade disso veio apenas em 2015 (marca que deveria ser igualada este ano). Contudo, com o crescimento robusto e a quantidade de usuários cadastrados, é fácil para que a Uber “vire a chavinha” e se torne uma companhia imensamente lucrativa, acabando com os subsídios, por exemplo.

Uma das “chavinhas” viradas é a China, onde a companhia registrou perdas de US$ 1 bilhão no ano passado. No final de julho e começo de agosto, a Uber fechou uma megafusão no país com a Didi Chuxing, seu maior rival – e agora detém 17,5% da companhia chinesa. Essas perdas deixarão o balanço da companhia a partir de agosto.

Outra notícia boa para a Uber é que seu prejuízo dentro dos Estados Unidos (US$ 100 milhões) é inferior ao de seu maior concorrente, o Lyft – que é apenas uma fração de seu tamanho, mas perdeu US$ 315 milhões no ano até agora. O Lyft estudou uma venda para grandes companhias de tecnologia e automóveis – e até para a própria Uber. Contudo, Travis Kalanick, CEO da Uber, esnobou a companhia publicamente.

O medo era que uma briga por preços dentro do Estados Unidos fizesse o Uber perder dinheiro muito mais rápido do que seu rival, justamente por ser muito maior – e desse uma vantagem para que a Lyft conseguisse, ao menos, forçar uma fusão por lá. A Uber é uma gigante: levantou mais de US$ 16 bilhões em equity e dívidas, com o seu último valuation sendo inacreditáveis US$ 69 bilhões.

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