Já imaginou um ambiente com 412 startups trabalhando lado a lado? Ele existe

Da Redação

Por Da Redação

23 de janeiro de 2017 às 16:18 - Atualizado há 4 anos

Logo ReStartSe

Inscreva-se para o maior e mais audacioso evento de inovação, tecnologia e transformação digital já feito na América Latina. 30 dias que vão mudar sua visão de mundo, dos seus negócios e da sua carreira.

Online e totalmente gratuito - 01 a 30 de outubro/2020

Ambientes de troca de informações são primordiais para o crescimento das startups. E um desses ambientes se destaca: a Plug and Play, em São Francisco, que abriga 412 startups simultaneamente.

Trata-se de uma das maiores aceleradoras do mundo, com atuação em diversos países e centenas de startups aceleradas. E que também se transformou em um dos principais locais. Não é à toa que ela foi o primeiro lugar visitado pela Missão Vale do Silício, promovida pelo StartSe e que começou nesta segunda-feira.

Fernando Zornig, corporate partner associate da Plug and Play e único brasileiro da companhia, destaca o quanto o ambiente é sensacional, conversando conosco.

Ele foi para lá justamente para ter experiência no Vale. “Eu trabalhava como estagiário no private do Santander. Quando terminei a faculdade em 2015, resolvi que queria trabalhar com startups e ir para o Vale, para ganhar experiência nesse mundo”, afirma.

Chegando lá, fez uma pós e acabou buscando experiência no mercado – caindo na aceleradora. “Conversei com o pessoal no Brasil e me recomendaram estudar em Berkley. Acabei de terminar minha pós aqui. Neste período, eu tinha que fazer estágio, acabei fazendo na Plug and Play”, conta.

Com vivência no mercado financeiro, ele foi naturalmente alocado para uma área muito importante, no programa para Fintechs. “E fiquei aqui até hoje, sou responsável por trazer instituições financeiras para nosso programa de fintech”, explica.

Além disso, seu passaporte também o credenciou para cuidar de todos os assuntos que envolvem nosso País. “Como sou o único brasileiro, eu também cuido de tudo de Brasil”, afirma. A Plug and Play é uma player que está no Brasil há bastante tempo – chegou a entrar junto com a Editora Abril. “Temos operação no Brasil, com a Oxigênio e temos uma parceria com a Liga Ventures”, completa.

Um ambiente sensacional

Fernando explica o quão gigantesco é o impacto da Plug and Play. “São 16 mil metros quadrados, temos 412 startups trabalhando aqui no prédio. Algumas delas passaram pelo nosso processo de aceleração e acabaram resolvendo ficar aqui”, destaca.

Agora imagine ter outras 411 startups para conversar no final do dia, trocar conhecimentos, falar o que funciona ou o que não funciona? Isso aumenta a possibilidade de cada uma ter cada vez mais sucesso e aumentas suas chances de sobrevivência.

Mas o crescimento intelectual não é só por conta da troca entre informações de startups, a Plug and Play também conta com uma forte parceria com mentores. “Temos grandes mentores aqui dentro, inclusive corporativos. Esses parceiros acabam se educando em tecnologia por conta desse contato”, explica.

Essa rede de mentores é muito forte, com muitos grandes nomes da região podendo passar sua experiência. “Temos executivos residentes, que oferecem toda sexta feira mentoria. São ex-executivos, empreendedores seriais da região. Eles dão muito conhecimento para as startups”, afirma Fernando.

Além disso, na Plug and Play, é muito comum receber gente que deseja investir em startups – e para quem está lá, isso é ouro. “Recebemos com frequência parceiros VCs. Não somos conflitantes com os VCs, muito pelo fato do nosso ticket médio de investimento ser muito baixo”, destaca, lembrando do fato de que a Plug and Play acelera as startups em seus inícios.

Além disso, as possibilidades de fazer networking são imensas pela quantidade de pessoas que passam por lá em eventos. “Oferecemos um networking muito grande. São 400 a 450 eventos por ano. Em 2015 foram 600! Isso é muito valioso para as startups”, conta. É mais de 1 por dia.

Por isso, a Plug and Play se transformou em um ambiente muito rico para que as startups fiquem lá. “Vira uma grande vitrine para as startups, elas gostam de ficar no corredor, conversar com quem vem, poder se expor e conviver neste ambiente”, explica.

Foco em inovação

Um ponto a ser notado é que muitas empresas estabelecidas costumam fixar residência na Plug and Play para buscar inovação – é uma necessidade. “As empresas privadas que não estão olhando em inovação precisam olhar isso ativamente”, sumariza Fernando.

Para ele, ser inovador é o que permite a grande empresa andar para frente e se tornar cada vez mais forte. “A inovação é onde está o verdadeiro ganho de competitividade e produtividade”, destaca.

Grandes empresas brasileiras estão lá também. “Aqui temos a Ambev, a Porto Seguro e Banco Original. E até o Banco do Brasil está aqui dentro também”, destaca, lembrando que até a companhia Estatal está começando um programa para apostar em inovação.

Programa

Uma das maiores aceleradoras do mundo, a Plug and Play constantemente procura startups promissoras – e tem muito interessado querendo entrar para o portfólio de aceleradas da gigante. “Recebemos uma lista de aproximadamente 1000 startups por programa”, conta Fernando.

Eles possuem vários segmentos. “Tem viagem e hospitalidade, IoT, Saude e Bem Estar, Comidas e Bebidas, Varejo e Marcas, Mobilidade, Fintech, InsureTech separada de Fintech por causa da alta demanda, Novos Materiais e Empacotamento e, por fim, Mídia”, diz.

Para passar no programa, porém, você precisa de uma startup muito promissora, que tenha a habilidade de fazer sucesso nos principais mercados do mundo. “A Plug and Play está procurando startups com uma visão global”, conta.

No futuro, um empreendedor

Talvez, o próprio Fernando seja dono de uma dessas startups que possuem perfil adequado para passar no processo da Plug and Play. “Sempre tive vontade de abrir minha própria startup. Mas ainda é muito cedo”, conta.

Para começar, ele deve voltar ao Brasil, onde iniciará a sua trajetória empreendedora – quando se sentir pronto para tal, é claro. “Quero empreender no Brasil, mas tendo uma visão mais global. Não ficar restrito só em um mercado. Mas por enquanto quero ficar nos EUA por mais um tempo, aprender mais”, termina.

Faça parte do maior conector do ecossistema de startups brasileiro! Não deixe de entrar no grupo de discussão do StartSe no Facebook e de inscrever-se na nossa newsletter para receber o melhor de nosso conteúdo!

[php snippet=5]