Facebook entra no páreo dos grandes para direitos de transmissão de esportes

À medida que as pessoas consumem mais em seus dispositivos móveis, no lugar da televisão, é esperado que esses gigantes continuem adquirindo os direitos de transmissões

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Por Lucas Bicudo

14 de setembro de 2017 às 17:56 - Atualizado há 2 anos

A grande fonte de renda dos maiores clubes de futebol do Brasil e do mundo vem do que é chamado de direitos de transmissão. Antigamente, estes eram chamados de direitos de TV. Mas já é esperado que empresas do Vale do Silício, como Amazon, Google (via Youtube) e Twitter vão entrar com força na guerra por audiência. Em um futuro próximo, quem promete chacoalhar esse mundo é o Facebook, que espera que você assista ao seu esporte favorito sem sair da rede social. Já são várias as iniciativas da empresa – e listaremos aqui algumas delas.

Mas antes de começar, gostaríamos de te fazer um convite: conhecer a Missão The Future of Sports. Em uma viagem de uma semana, o programa levará você para descobrir quais são as tecnologias, instituições – de equipes profissionais a startups e marcas estabelecidas – e pessoas que estão revolucionando esportes. Demos também início a uma série de matérias para cobrir o que está acontecendo de mais quente nesse mundo. Começamos com a performance dos “Atletas Alternativos”, depois foi a vez dos “Megaestádios” e chegamos na relação entre “estrelas da NBA, o Vale e as startups”.

Pois bem, voltemos aos exemplos de esportes que já podem ser assistidos ao vivo via Facebook. A gigante do Vale do Silício tem sido um player ativo em transmissões este ano. A empresa conseguiu direitos de esportes como basquete, futebol americano e futebol, além de esportes de nicho, como CrossFit e surf.

Um acordo com a plataforma de esportes digitais Stadium permite que a rede social transmita jogos da Conference USA e da Mountain West Conference de futebol americano universitário.

No início deste ano, o Facebook se envolveu em uma guerra de licitação com a Amazon, o Twitter e o YouTube para ter direitos exclusivos de transmissão do NFL Friday Night Football. O programa é amplamente considerado como o fluxo de esportes mais cobiçado do mercado. Embora esse negócio não tenha sido como o esperado, eles não pararam de atirar e fecharam diversos outros contratos em 2017:

LIGA MX – Em fevereiro, o Facebook chegou a um acordo com a Univision Communications para entregar 46 dos jogos mexicanos de liga de futebol (playoffs incluídos) para seus usuários.

MLS – Em março, o Facebook chegou a um acordo com a MLS para transmitir pelo menos 22 jogos de futebol da liga principal dos EUA. Além dos jogos ao vivo, a MLS produzirá mais de 40 episódios “Matchday Live” para fornecer destaques e análises adicionais.

WSL – Também em março, o Facebook chegou a um acordo com a World Surf League para transmitir todos os eventos Championship Tour e Big Wave Tour em sua plataforma.

CrossFit – Em maio, o Facebook chegou a um acordo para cobrir eventos oficiais de CrossFit ao longo do ano.

MLB – Também em maio, o Facebook chegou a um acordo com a MLB para entregar 20 jogos ao longo da temporada.

UEFA – Em junho, o Facebook chegou a um acordo com a FOX Sports para participar de jogos da UEFA Champions League.

O Facebook também ofereceu US$ 600 milhões para comprar os direitos de transmissão de um torneio de críquete extremamente popular na Índia. O negócio acabou dando errado. A empresa também deu o melhor lance para os direitos de transmissão da Indian Premier League (IPL), mas perdeu para o Star India da Twenty-First Century Fox, que ofereceu US$ 2,55 bilhões.

Outra empreitada é a briga com o Twitter e a Snap Inc. para transmitir os destaques da Fox para a Copa do Mundo do próximo ano. O Facebook também pode estar presente nas Olimpíadas de 2020. Além dos exemplos citados acima, isso mostra que o Facebook está disposto a gastar muito dinheiro no setor. Parece que chegou a hora de mudar. Segundo o Wall Street Journal, a rede social irá investir US$ 1 bilhão em conteúdo original de vídeo.

À medida que as pessoas consumem mais em seus dispositivos móveis, no lugar da televisão, é esperado que esses gigantes continuem adquirindo os direitos de transmissões. E tem um detalhe muito importante nessa equação: é gratuito.

Missão The Future of Sports

Em 2010, um grupo de venture capitalists do Vale do Silício adquiriu o time de basquete Golden State Warriors. Em seguida, implementaram um sistema de gestão comumente aplicado em startups. Resultado: em menos de uma década montaram um dos times mais poderosos da história.

Já o San Francisco Deltas é o primeiro time de futebol do mundo criado como uma startup. Focado em inovação, tem como investidores pessoas que ajudaram a começar empresas globais como Apple, Facebook, Google, Paypal, Yahoo, Twitter e outros gigantes do Vale do Silício.

O filme estrelado Brad Pitt, “Moneyball”, é baseado em fatos reais que ocorreram também no Vale do Silício, no time de baseball Oakland A’s. quando a equipe usou a tecnologia e as análises de big data para revolucionar as contratações e montagem de equipes no baseball.

Por que não mais um case? o departamento atlético de Stanford. Antes das olímpiadas do Rio, atletas da universidade já haviam ganho 243 medalhas olímpicas! No Rio, foram mais 18 medalhas (9 de ouro), mais do que muitos países.

Estamos falando de um papo sério. A metodologia do Vale do Silício chegou aos esportes. E não está para brincadeira. Acreditamos que há muito o que aprender com a cultura organizacional de equipes de alto nível. Para isso, montamos a Missão The Future of Sports. Acesse e não deixe de participar.

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