Ex-cônsul brasileiro de inovação no Vale do Silício explica a Nova Economia

Tainá Freitas

Por Tainá Freitas

28 de novembro de 2017 às 11:12 - Atualizado há 3 anos

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Juliano Alves Pinto é diplomata e foi cônsul adjunto em assuntos de ciência, tecnologia e inovação no Vale do Silício. No período em que permaneceu na cidade, de janeiro de 2013 à dezembro de 2016, ele viveu no mindset do Vale do Silício e conheceu a Nova Economia. Agora, ele acredita que todo mundo deve conhecê-la.

A Nova Economia, que ainda está em formação, traz transformações constantes. Ela compreende novas tecnologias que trazem mudanças disruptivas e inovadoras no mundo. O Uber é um belíssimo exemplo, pois surgiu com um novo modelo de negócios que transformou completamente os meios de transportes hoje. Para saber mais sobre a Nova Economia, leia o e-book gratuito. Tal como o Uber começou, as startups são as empresas que mais trazem inovações hoje.

Para o diplomata, a nova economia é uma novidade que não está suficientemente presente na vida das pessoas em geral, e muito menos na classe política. Ele afirma que, apesar das leis recentes – como a de inovação -, elas ainda “não dão a empresa a liberdade que necessitam para montar um negócio rápido e ter sua ideia valorizada”.

“Os advogados, procuradores, magistrados e membros do Ministério Público precisam entender melhor isto para não obstruírem um processo criativo, uma onda de empreendedorismo que é muito benéfica, que gera muitos empregos e potencializa a capacidade do país em inovar”, afirma Juliano.

Quando as barreiras burocráticas são vencidas, resta ao empreendedor da Nova Economia criar a própria empresa. Felizmente, esse é um processo cada vez mais acessível – há servidores que guardam dados de empresas por todo mundo, os computadores estão mais baratos que há 10 anos atrás e a internet torna muito mais fácil encontrar uma equipe que se identifique com o projeto. Tornar uma ideia um case exitoso não é mais uma oportunidade exclusiva de gigantes.

“É recente e é uma oportunidade profissional para muita gente, não só para engenheiros e desenvolvedores de softwares. Tem espaço para todas as áreas de conhecimento”, afirma o diplomata. Ele ainda cita que no Vale é popular uma máxima de Steve Jobs, fundador da Apple, que procurava um time com diferentes formações para ter perspectivas diferentes sobre os mesmos problemas.

Juliano Alves Pinto enxerga a nova economia como uma corrida que precisamos participar e, para isso, o Brasil tem de estar aberto a inovações. “É preciso que se eduque a classe política, os tomadores de decisão, no sentido de que a nova economia veio para ficar e é um celeiro de oportunidades – sob pena de nós ficarmos à margem caso o Brasil desista da prova”.

Com a vivência de quase quatro anos no Vale do Silício, ele enxerga São Francisco como um exemplo. As empresas e startups são um grande motor da economia da cidade, que se adequou para receber novos habitantes (grande parte da população do Vale do Silício é estrangeira). Para receber as novas empresas, prédios e espaços de co-working foram construídos e a própria cidade enriqueceu.

Em sua trajetória, o Cônsul viu o Uber se transformar de um rumor para um modelo de negócios que hoje vale milhões de dólares. O Airbnb é outro exemplo. Se o Brasil estiver disposto a inovar – e isso cabe à população e ao governo -, é possível que cases de sucesso como estes também sejam criados no país. Estamos no caminho para este fim.

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