Saiba por que a Embraer foi para o Vale do Silício e se realmente valeu a pena

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Por Isabela Borrelli

7 de outubro de 2017 às 18:05 - Atualizado há 3 anos

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Há um ano uma pergunta tirou o sono da equipe da Embraer: existem ameaças reais para nosso negócio? Foi quando Sandro Valeri, head de corporate innovation na Embraer, decidiu ir atrás e pesquisar.

Valeri contou no Silicon Valley Conference que o que ele achou não foi muito animador: segundo uma pesquisa, o capital de risco investido em inovação no setor dos transportes em 2015 foi maior do que nos últimos 15 anos. Não só isso, como também o setor de transporte foi o que mais recebeu investimento de risco.

Uma vez que deparou com esses dados, a empresa conscientizou-se do risco que corria e enviou Valeri para o Vale do Silício para conhecer as inovações mais disruptivas da área, assim como como eles poderiam fazer essa inovação.

“Chegando lá, felizmente, eu encontrei muito mais oportunidade do que ameaça. Decidimos, então, que para fazer uma inovação disruptiva era preciso a junção de quatro elementos: competência da Embraer, tecnologias exponenciais, business e comportamento humano”, revela Valeri.

O plano estava montado e o primeiro passo foi contratar antropólogos da UC Berkeley para entender por que as pessoas se movem. A resposta era simples, mas esclarecedora: para ficar perto de amigos, família e comida. Com essa resposta em mãos, era o momento de pensar em uma forma de melhorar a vida das pessoas e fazer elas alcançarem esses objetivos mais facilmente.

O resultado foi uma parceria com a Uber, por meio da qual eles planejam lançar táxis aéreos. Eles serão pequenos, elétricos e poderão chegar a US$ 1,32 por milha (1,6 km) por passageiro. O objetivo da iniciativa, segundo Valeri, é transformar a vida das pessoas, fazendo com que elas façam o que precisam mais rápido e melhor.

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