Ela foi para o Vale do Silício e conheceu o berço do empreendedorismo

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Por Isabella Marques

8 de junho de 2017 às 11:59 - Atualizado há 3 anos

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Essa semana conversei com a Amanda Correa, empreendedora que veio ao Vale e mudou sua percepção sobre carreira e negócios. Formada em Ciências da Computação Amanda me contou sua experiência neste mundo majoritariamente masculino. “Em 2011 comecei a trabalhar numa empresa de tecnologia em que reconhecer o trabalho de uma mulher era difícil e fazer mudanças dentro da empresa também”, disse.

Frustada pela extensa estrutura hierárquica e burocrática de grandes empresas, Amanda e seu marido, também da área de tecnologia, passaram a estudar e se interessar pelo empreendedorismo. Motivados por trabalhar no próprio sonho e não mais para o sonho dos outros, ambos largaram seus empregos formais e todos os benefícios e segurança envolvida.

Amanda conta que: “não foi uma decisão fácil, já que sempre tem quem te aconselhe a continuar na zona de conforto, com trabalho estável, férias, décimo terceiro e pra dizer que a chance de dar errado é alta e que por isso vai dar errado, e não trocar o certo pelo duvidoso. Mas decidimos encarar este desafio. A partir daquele momento, comecei a entender o quanto empreender é desafiador e muda a nossa maneira de agir e pensar.”

Naturalmente, como muitos empreendedores, Amanda ficou curiosa em conhecer o berço do empreendedorismo aqui no Vale do Silício. Motivada por entender o ecossistema e impactar a vida de pessoas através de negócios inovadores ela encontrou o StartSe e veio na quarta missão realizada ao Vale, em Janeiro deste ano.

“Na Missão, eu era a única mulher do grupo. Pra mim isso não era novidade, já que estava acostumada em cursos, trabalhos e eventos, a não ter muita companhia do sexo feminino. Lembro de entrar no banheiro da Plug and Play e encontrar uma empreendedora que trabalhava lá, e ela me questionou por que eu era a única mulher do grupo, por que as mulheres ainda estão tão tímidas neste mundo, e me aconselhou a levantar a bandeira feminina no Brasil e aumentar o envolvimento feminino neste meio. Saindo de lá fiquei pensando nisso e me motivou ainda mais para continuar com esse caminho empreendedor”, destaca.

Nessa missão, Amanda também teve a oportunidade de realizar um pitch, coisa que nunca havia feito até então. Junto à seu marido, apresentaram uma ideia que ainda não tinham colocado em prática e ficaram surpresos com o resultado: dos 9 pitchs apresentados, ele havia sido eleito o mais promissor de todos. Após este dia, e com a ajuda de dois mentores adquiridos no Vale, passaram a dividir esse trabalho apresentado, na área de programas de fidelidade, com o então atual projeto deles, um ERP na área de construção civil.

Amanda também contou suas principais lições sobre o Vale do Silício. “No Vale aprendi a lição de que ideias precisam ser compartilhadas para serem aprimoradas, e que nunca devemos ter vergonha de pedir ajuda, de perguntar quando tiver dúvida, de conhecer pessoas, e de correr atrás de nossos objetivos. Colaboração foi um conceito muito importante que aprendemos, pois observamos que as pessoas estavam sempre dispostas a ajudar umas as outras, seja num espaço de coworking ou até mesmo em um café. Aprendi também, que não devemos ter medo de fracassar, pois isso faz parte da trajetória de um empreendedor e devemos sempre assimilar algumas lições relacionadas a esses fracassos para atingir o sucesso. Devemos ser resilientes e não desistir quando os obstáculos surgirem.”

No final da nossa conversa ela ainda compartilha que incentiva a todas as pessoas vir ao Vale do Silício e como isso pode beneficiar toda a sociedade: “encorajo todas as pessoas que tem alguma vontade de empreender a conhecer o Vale do Silício e entender tudo que o ecossistema de lá oferece. Assim você entende o quanto é importante compartilhar e passa a adotar esse comportamento, melhorando gradativamente toda a sociedade a sua volta.”

Veja a Missão para Elas!