Designing Your Life – Pensando como designer no meu ano sabático no Vale do Silício

Veja o artigo de Monica Saccarelli que aborda o Design Thinking e como ele pode ajudar na sua empreitada profissional e pessoal

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Por Da Redação

22 de setembro de 2017 às 15:54 - Atualizado há 2 anos

*Por Monica Saccarelli, fundadora e ex-sócia da Rico Corretora

Quase todo fundador de startup já deve ter aplicado – senão, ao menos ouvido falar – do processo de Design Thinking para resolver algum problema. Mas já pensaram em como esse processo pode ajudar também na nossa vida?

Este ano, ao encerrar minha jornada na Rico, onde desde a fundação, em 2011, até nos tornarmos a segunda maior corretora do país, passaram-se cerca de cinco intensos anos, resolvi reservar um tempo para vivenciar o Vale do Silício.

Há algumas semanas, e já aqui na Califórnia, tive a oportunidade de voltar ao Design Thinking e participar de um workshop com Bill Burnett, professor e diretor de Stanford, cujo tema era Designing Your Life.

Como tinha lido o livro de Burnett “Designing Your Life: How to Build a Well-Lived, Joyful Life” – que ultrarrecomendo a empreendedores – cheguei preparada para um final de semana inspirador, em que apliquei na prática todos os conceitos de Design Thinking, desta vez não pensando nos problemas da minha empresa, mas no desenvolvimento da minha própria vida pessoal e profissional.

Nas fases iniciais, comparadas à empatia e definição de um processo de Design Thinking, fazemos um balanço de nossas vidas pessoais e profissionais no que Bill chama de “Work and Life View”. Aprendi que é impossível separá-las, e que é essencial encontrar um sentido para o que fazemos enquanto indivíduos e à sociedade em que vivemos (o que inclui dinheiro, o significado de sucesso, a importância da família e do país onde escolhemos morar).

Entre dezenas de reuniões semanais, apresentações para investidores, feedback para equipes, metas, você já teve tempo para pensar onde gostaria de estar daqui cinco anos? Esse é o segundo desafio, e bem parecido com a fase de ideação do Design Thinking. Nessa jornada, projeta-se um cenário baseado no momento atual e ano a ano ao longo de cinco anos. Planejamento feito, colocamos no papel outros dois “planos alternativos”, afinal, ao fazermos planos desse tipo o mais provável mesmo é que em algum momento o planejado não saia como esperado. Pense no Plano B como uma alternativa ao plano A, e imagine um Plano C como um grande sonho. (O que falta para você chegar lá? Será que ele é tão impossível de se concretizar?) Importante: é essencial que suas rotas alternativas sejam significativas para você e estejam aliadas aos seus valores pessoais. Feito isso, é escolher um dos planos para prototipar. Se aceitarem uma dica, meu termômetro aqui é o frio na barriga!

A maior troca de experiências acontece na etapa de prototipação. É quando sugerimos e ouvimos dicas de como é possível realizar aquelas mudanças que queremos em nossas vidas. Seguindo meu exemplo, o workshop estava repleto de diretores de empresas e empreendedores do Vale do Silício, ótima oportunidade de networking e de reunir a maior quantidade de recursos possíveis para a fase de teste.

Há dois meses na Califórnia, onde vim atrás de uma nova rotina, descobertas e com o objetivo de projetar novos desafios para minha carreira, o Designing Your Life não poderia ter aparecido em melhor hora. Tem sido um recurso valioso para administrar as ideias que surgem a partir de tantas conversas produtivas, mas também valiosíssimo para os momentos mais difíceis, onde os questionamentos surgem e achamos que o que estamos fazendo perdeu o sentido em alguma curva da vida. Espero percorrer todas as etapas que contei a vocês, sabendo lidar com as grandes decisões, tornando problemas em soluções e redesenhando uma nova fase da minha carreira.

Essa foi a experiência no Vale do Silício de uma das nossas leitoras. Quer ver o seu artigo aqui também? Envie ele para o e-mail artigos@startse.com