Apple se livra de uma tecnologia de 146 anos e Steve Jobs explica motivo

Para fazer o iPhone melhor, concluíram, era melhor que o espaço do fone de ouvido fosse melhor aproveitado pelos engenheiros

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Por Da Redação

9 de setembro de 2016 às 12:45 - Atualizado há 3 anos

Sabe o fone de ouvido que você usa com tanta paixão? A Apple acaba de mata-lo, tirando a entrada do fone de ouvido do iPhone 7. E isso trouxe uma enorme polêmica, com o público querendo entender o motivo que fez a empresa fazer algo parecido.

Bom, se você perguntar para qualquer engenheiro da Apple, eles vão lhe explicar que era “about time”. O adaptador analógico de fones de ouvido tomava um belo espaço do celular internamente e se baseava em uma tecnologia de 146 anos atrás (a primeira aplicação dela foi em 1870). Para fazer o aparelho melhor, concluíram, era melhor que aquele espaço seja melhor aproveitado.

Mas, mais importante, essa é a mentalidade da Apple há anos. Steve Jobs já explicava que a companhia tenta pegar as tecnologias na “primavera”, antes que tenham um verão, que são seus auges de popularidade. Continuam a usando no outono, mas as abandonam em seus verões, quando essas tecnologias são descartadas.

O próprio fundador da companhia explicava outras mudanças celebres que a Apple fez: a mudança no padrão de disquetes, a adoção do USB, a retirada do disco ótico, o abandono das portas paralelas, o abandono do Flash. “A Apple não é a empresa com a maior quantidade de recursos do mundo, então escolhemos bem que tipo de cavalo vamos montar para poder vencer”, afirma Jobs.

A vantagem desta mentalidade, diz Jobs, é que a companhia tem mais foco. “Podemos gastar mais foco e energia no que estamos fazendo e fazer produtos memoráveis, ao invés de fazer algo ‘ok’ por tentar fazer um pouco de tudo”, explica.

A ideia da Apple é produzir produtos que vão ser os melhores, independente de que tecnologia adotar. “Nós ouvimos o mercado, somos pessoas normais tentando tocar a companhia. Tentamos fazer os melhores produtos e temos a coragem de abandonar o que não achamos que faz parte dos melhores produtos”, destaca. E lembra que a decisão está nas mãos do consumidor: “e se nossos produtos são os melhores, as pessoas vão comprar. Se não, não vão comprar”, completa.

Ou seja, na hora de fazer os seus próprios produtos, ouvir um pouco da sabedoria de Steve Jobs não vai lhe fazer nenhum mal. Faça o melhor e as pessoas virão, desapegando do passado.

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