Apple enfrenta crise que pode se tornar na pior década para companhia

Da Redação

Por Da Redação

2 de dezembro de 2016 às 13:22 - Atualizado há 4 anos

Logo ReStartSe

Inscreva-se para o maior e mais audacioso evento de inovação, tecnologia e transformação digital já feito na América Latina. 30 dias que vão mudar sua visão de mundo, dos seus negócios e da sua carreira.

Online e totalmente gratuito - 01 a 30 de outubro/2020

Uma das atribuições de analistas do mercado financeiro é escrever relatórios sobre a situação de cada empresa listada em bolsa, para investidores interessados. Eles estudam a companhia em sua totalidade e chegam a uma conclusão, que pode ser “positiva”, “negativa” ou “neutra” – com recomendações de compra, venda ou manutenção das ações que cada investidor possa vir a ter.

Para a Apple, a maior empresa do mundo, a luz amarela está acesa, de acordo com os analistas da Oppenheimer. Eles destacam que há “questões estratégicas” que devem prejudicar a companhia ao longo da próxima década: a companhia deixou para trás a inovação que lhe era característica e se tornou apenas uma seguidora.

“Acreditamos que a Apple não tem coragem para liderar a próxima geração de inovação (baseada em inteligência artificial, serviços em nuvem e mensagens) e vai ser cada vez mais dependente do iPhone. A companhia deve embarcar em um problema pela próxima década. Os riscos nunca foram tão grandes”, escrevem os analistas da companhia.

Desde que Steve Jobs morreu, a companhia perdeu seu grande inovador e vem patinando nas grandes mudanças. O core de produtos é o mesmo desde então, apenas com pequenas mudanças no iPhone, no iPad. Tim Cook, atual CEO da companhia, não é um inovador: pelo contrário, ele é um especializado em cadeia de suprimentos.

Quando o grande inovador de uma companhia deixa essa empresa, costuma-se colocar o executivo com mais competência no lugar. Contudo, nem sempre esta pessoa é a pessoa mais indicada a assumir uma companhia de tecnologia: sem inovação, esse tipo de empresa morre em pouco tempo.

Isso já tinha sido visto na própria Apple, quando Steve Jobs foi afastado pela 1ª vez e teve que “salvar” a companhia em sua 2ª passagem, não por uma capacidade administrativa que permitisse a companhia ser muito mais eficiente, e sim por transformar a empresa em sinônimo com bons e inovadores produtos.

A Microsoft também sofreu com isso com a substituição de Bill Gates por Steve Ballmer. Máquina de vendas, Ballmer triplicou as receitas da Microsoft, mas a fez perder a oportunidade de entrar em mercados muito mais interessantes e que cresceram com muito mais força, como o mercado de smartphones – onde a participação da Microsoft é desprezível.

Indisputavelmente a maior empresa de tecnologia do mundo na virada do século, a Microsoft hoje se recupera sob a liderança de Satya Nadella, que conseguiu fazer com que a gigante fundada por Bill Gates e Paul Allen voltasse a ser considerada uma empresa inovadora depois de anos. Agora, ela luta para recuperar o protagonismo.

Esse protagonismo atualmente está com Apple e Google. Mas a Apple enfrenta sua crise e pode perder esse protagonismo em breve: a companhia teve a primeira queda de receitas desde 2001, quando o iPod começou a levar a companhia para um outro patamar. Isso fez com que o mercado começasse a questionar, pesadamente, a liderança da empresa.

Um outro analista, Steven Milunovich, do UBS, chegou a perguntar se a Apple tinha uma grande estratégia para os próximos anos. Cook, visivelmente irritado com a pergunta, se limitou a dizer que a companhia tinha um “bom pipeline” de produtos para os próximos anos, o “mais forte de sua história”.

Contudo, a visão da Oppenheimer é que a companhia continuará presa ao iPhone, sem nem ter a possibilidade de aumentar as receitas através de um aumento elevado de preços. A Apple, no momento, acredita a Oppenheimer, está presa sem saber se é uma empresa de hardware (seu forte) ou softwares (onde apanha para o Google).

Contudo, a forte lucratividade da companhia deverá manter ela interessante nos próximos anos – antes de que a crise se torne ainda mais evidente. Talvez a Apple se torne uma companhia prestes a morrer por falta de inovação, quem sabe? Certamente isso será discutido aqui no StartSe no Conexão Vale do Silício, não perca!

Não deixe de entrar no grupo de discussão do StartSe no Facebook e de inscrever-se na nossa newsletter para receber o melhor de nosso conteúdo!

[php snippet=5]