Ricardo Geromel, líder da StartSe China, fala à CGTN, maior canal da TV chinesa

As oportunidades de negócios, parcerias e investimentos, além da necessidade de um conhecimento mais aprofundado de cada economia, foram os principais tópicos da conversa

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Por Isabela Borrelli

9 de novembro de 2018 às 20:22 - Atualizado há 1 ano

Ricardo Geromel, sócio e líder da StartSe China, deu uma entrevista para o canal chinês CGTN, nesta quarta-feira (7), onde falou sobre a relação entre o Brasil e a China, das oportunidades de negócios entre os países, e da necessidade de um conhecimento mais aprofundado de cada economia. Assista a entrevista na íntegra (em inglês).

Unicórnios: 160 x 2

Fazendo um paralelo entre a discrepância do ambiente de negócios das duas economias, Geromel citou o fato de que, apesar de ser uma das 10 maiores economias do mundo, o Brasil possui somente dois unicórnios (como são chamadas as empresas com valor de mercado superior a US$ 1 bilhão, sendo que um deles, o 99, de transporte privado de passageiros, atingiu o status depois de ser adquirido pela chinesa Didi Chuxing. A China está disparada na frente, com mais de 160 unicórnios, que recentemente começaram a desembarcar no Brasil por meio de parcerias.

“É preciso parar de olhar para a China como um lugar que copia o mundo. A forma como as inovações acontecem aqui vai impactar diretamente a maneira como os brasileiros fazem negócios. Também é importante enxergar a China como um país para exportar e não só para importar”, disse Geromel.

Negócios no exterior

Em relação às áreas de investimento onde as empresas chinesas podem ter interesse no Brasil, o sócio da StartSe não tem dúvida: as fintechs e as retailtechs. Um dos motivos para isso é o fato dos chineses terem empresas que são referências globais nestes mercados, como Ant Financial e Alibaba. À medida que crescem cada vez mais, elas começam a mirar outros mercados ao redor do mundo.

Em relação à entrada no Brasil, a apresentadora do CGNT perguntou a Geromel sobre o nível de dificuldade de empresas chinesas se estabelecer no país. “Não é fácil, mas o mais comum é os empreendedores chineses encontrarem um parceiro local que os ajude a entrar no mercado brasileiro”, afirmou Geromel, citando os casos de parceria que a Alibaba faz quando decide entrar em novos mercados. Por último, Geromel reforçou o posicionamento da StartSe, que é justamente promover a troca de experiências e conhecimentos entre empreendedores e investidores dos dois países.