Reconhecimento facial utilizado pela polícia inglesa falha em 81% dos casos

Tainá Freitas

Por Tainá Freitas

8 de julho de 2019 às 12:00 - Atualizado há 1 ano

Logo ReStartSe

Inscreva-se para o maior e mais audacioso evento de inovação, tecnologia e transformação digital já feito na América Latina. 30 dias que vão mudar sua visão de mundo, dos seus negócios e da sua carreira.

Online e totalmente gratuito - 01 a 30 de outubro/2020

O reconhecimento facial utilizado pela Polícia Metropolitana de Londres possui 81% de chance de falhar, de acordo com uma pesquisa da Universidade de Essex. A tecnologia deveria identificar suspeitos de crimes, mas acertou apenas em 8 vezes dos 42 testes realizados. Nos restantes, o reconhecimento facial identificou pessoas que não faziam parte da lista de suspeitos.

Como resposta, a polícia de Londres justificou ao canal de notícias SkyNews que prefere avaliar a taxa de sucesso comparando o número de identificações bem ou mal sucedidas ao total de rostos processados em seu banco de dados. De acordo com a Polícia Metropolitana, o percentual de erro é de apenas 0,1.

O reconhecimento facial começou a ser usado pela polícia em 2016 e continua na fase de testes, que são realizados em tempo real. Após a tecnologia identificar um possível suspeito na multidão, os policiais checam sua identidade.

O uso de reconhecimento facial no mundo

Londres não é a primeira cidade a adotar o reconhecimento facial. No ano passado, a China utilizou essa tecnologia na busca por pessoas desaparecidas e solucionou 6 mil casos, que iam desde sequestro de crianças à prisão de criminosos. Também já é possível pegar o transporte público e realizar pagamentos no país através da leitura do rosto devido aos avanços dessa tecnologia.

No Brasil, o reconhecimento facial tem sido testado no embarque em voos e encontrar pessoas com mandados de prisão em aberto. No Carnaval, foi possível prender cinco homens após a identificação realizada com o uso desta tecnologia.

Já em São Francisco, uma das cidades que compõe o Vale do Silício, nos Estados Unidos, o uso do reconhecimento facial pelo governo e polícia foi proibido. A justificativa é de que a tecnologia poderia ser utilizada de maneira abusiva. Essa é, inclusive, uma das preocupações de Brad Smith, presidente da Microsoft.