ONEVC, fundo VC do Rappi e Pipefy, faz primeiro closing em R$ 50 milhões

O fundo atua no Vale do Silício e no Brasil e foca em startups lideradas por imigrantes

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Por Isabela Borrelli

21 de junho de 2018 às 10:14 - Atualizado há 2 anos

A ONEVC é um fundo de venture capital para ficar de olho: com poucos meses de vida, soma mais de R$ 50 milhões captados e tem no portfólio startups que já começam a fazer barulho no mercado, como Pipefy e Rappi. O fundo trabalha com investimento semente e também atua no Brasil, fazendo uma ponte com o Vale do Silício.

Um dos grandes diferenciais da ONEVC é a equipe de peso: Pedro Sorrentino, cofundador, foi venture associate do FundersClub, já tendo coinvestido com SoftTech VC, RedPoint, 500 Startups, YC, entre outros. Rafael Costa, também cofundador, é sócio na Vulcan Capital, que já investiu em gigantes como Alibaba, Uber e Spotify. Outro sócio da ONEVC é Bruno Yoshimura que tem 15 anos de experiência como empreendedor, é investidor-anjo e atualmente faz MBA em Stanford. Além dos três, mais quatro sócios integram a equipe.

Segundo Pedro Sorrentino, outro diferencial da ONEVC é exatamente sua tese de investimentos. Ela é focada em startups comandadas por imigrantes (primeira e segunda geração), que tenham uma presença forte de tecnologia (ou que sejam de tecnologia ou que gerem tecnologia) e que sejam globais ou atendam problemas específicos locais.

“No Brasil, a gente investe em dois tipos de empresa: companhias que do dia um querem ser globais, como é o caso da Pipefy, ou companhias que são muito focadas no mercado local, em um cenário que seria difícil ter um player de fora competindo diretamente”, revela Sorrentino.

Além da Rappi e da Pipefy, outra startup chamou a atenção dos investidores: a Docket, que busca, gere e analisa documentos no Brasil (ou, nas palavras de Pedro, “é o maior cartório do Brasil sem ter um cartório físico”).

Para entrarem no portfólio, as três startups tiveram que agradar os sócios em três aspectos principais: tamanho de mercado, qualidade e capacidade do time e produto impactante (se possível que melhorem a vida do consumidor de 5 a 10 vezes). A partir do momento em que a startup entra para o portfólio da ONEVC, os sócios garantem que farão de tudo para fazer com que ela decole.

Rafael Costa esclarece: “Aqui no Vale [para investir] é um pouco mais competitivo. Muitas vezes, a ONEVC é o primeiro cheque da startup e, logo depois de investir, a gente já põe essa empresa em contato com o nosso network”. Um desses casos é o da Pipefy, ajudada pelo fundo a ir para São Francisco, se conectar ao time de vendas e realizar uma rodada de investimentos.

Mas a ONEVC não planeja parar por aí: ela está só no começo. Segundo Bruno Yoshimura, os próximos passos são de expansão: “Agora a ONEVC vai começar a fazer o trabalho de fundo. Vamos dar continuidade e escalar o que já estamos fazendo, ajudando empreendedores no que eles precisarem. Isso também traz retorno para nós e ajuda a construir a nossa reputação”.

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