Como vai funcionar a mobilidade aérea urbana, segundo a startup chinesa Ehang

Documento revelado pela empresa de drones autônomos e tripulados prevê uma frota de veículos aéreos com linhas pré-determinadas e reguladas por um comando central

João Ortega

Por João Ortega

16 de janeiro de 2020 às 14:05 - Atualizado há 1 mês

A startup chinesa Ehang já realizou mais de dois mil testes de voos autônomos com seus drones de transporte de cargas e passageiros. Os veículos da empresa, assim como de concorrentes internacionais como Volocopter e Uber, são recorrentemente referidos como “táxis voadores”. No entanto, em documento divulgado nesta quarta-feira (16), a Ehang criou um plano em que a mobilidade aérea urbana será organizada de forma centralizada com rotas pré-estabelecidas.

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Neste sentido, os drones de passageiros funcionariam de forma mais semelhante a linhas de ônibus do que táxis. A startup também prevê a criação de uma plataforma digital em que todos os veículos estarão cadastrados para controle do tráfego aéreo e segurança.

De acordo com a Ehang, os veículos foram desenvolvidos pela empresa chinesa já com a tecnologia necessária para integrar um sistema de controle central. Além disso, o documento afirma que previsões em relação à mobilidade aérea urbana serão superadas, visto que os primeiros voos comerciais com passageiros acontecerão ainda em 2020. Um relatório da Morgan Stanley divulgado em 2018, por exemplo, esperava que o tráfego de drones tripulados se tornasse comum em grandes cidades apenas a partir de 2040.

Outro detalhe revelado pelo documento da Ehang é que os veículos da startup provavelmente usarão o sistema de navegação Beidou. Ele é desenvolvido e aprimorado desde 2000 para concorrer com o GPS, que é vinculado aos EUA.

A startup chinesa está em processo crescente de internacionalização. Em novembro de 2019, ela abriu capital na bolsa de valores norte-americana e, na semana passada, realizou um voo teste em território dos EUA.

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