O que falta para a sua empresa inovar?

José Eduardo Costa

Por José Eduardo Costa

30 de março de 2019 às 16:05 - Atualizado há 2 anos

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Andrew Humphries é o cofundador da inglesa The Bakery, primeira aceleradora de desafios corporativos do mundo, que conecta grandes marcas com as novas tecnologias, desenvolvidas pelas startups. Ele foi um dos destaques da Silicon Valley Conference, que acontece neste sábado (30), no Expo Center Norte, em São Paulo. No Brasil, a área de inovação corporativa da StartSe, criada há quase dois anos, já atendeu mais de 70 clientes, com projetos inovadores no Brasil, Vale do Silício e China.

Em sua apresentação, Humphries falou sobre algumas barreiras que as grandes empresas têm para inovar e do método que a The Bakery criou para facilitar a integração delas com as startups, com o objetivo de acelerar as tomadas de decisões, projetos e até os erros de execução que acontecem no decorrer dos projetos.

“Os empreendedores já estão trabalhando para resolver os problemas das grandes marcas. Para as empresas, estar próximo das startups significa resolver os problemas muito mais rápido”, afirma Humphries. Mas como o processo da The Bakery acontece na prática? E quais são as barreiras que seus consultores encontram no decorrer do trabalho de aceleração?

Assessment: o mapeamento do problema

Tudo começa com um ciclo de conversas. Depois de uma série de reuniões com executivos e profissionais de áreas específicas, a The Bakery descobre os desafios da empresa e, em seguida, relaciona esses desafios às tecnologias que estão sendo desenvolvidas pelos empreendedores.

“Nós, então, fazemos o match entre os dois, o que permite que as startups validem e forneçam seus produtos e serviços para grandes empresas em um curto espaço de tempo. As grandes marcas, por sua vez, têm a possibilidade de acelerar o seu ciclo de aprendizado e inovação.

Lidando com a barreira cultural

Nesta primeira fase, uma das barreiras a serem superadas é a cultural. As organizações, afirma o consultor, ainda são regidas por hierarquias muito rígidas, que intimidam os profissionais nos níveis gerenciais e abaixo, de forma que os problemas nunca são expostos de forma aberta.

Cultura ágil

Ao mesmo tempo, vencida a barreira cultural, os executivos e profissionais se beneficiam do trabalho com empresas menores e ágeis, pois isso ajuda as suas organizações a mudar sua cultura engessada e se tornar mais empreendedora.

O risco de ficar para trás

Segundo Humphries, as grandes empresas têm clientes, abrangência de mercado, valor de marca. “No entanto, temos visto em todos os setores, que as startups com gestão ágil e acesso a profissionais qualificados são capazes de criar novas formas de trabalho, que mudam a maneira como as pessoas interagem com o mundo. Empresas que ignorarem esse fenômeno irão perder mercado ou colocar seu negócio em risco”, diz o consultor.

A solução é unir esforços. “As organizações têm recursos e acesso ao mercado e clientes. Startups têm novas tecnologias e metodologia para testar novos produtos e serviços de forma rápida e barata. O resultado: inovação, com relativo baixo custo.”

Processo gratuito para as startups

Para atrair startups, de forma a aumentar o “acervo de inovação” da The Bakery, a empresa oferece um processo que é gratuito para as startups. “Só existe troca de dinheiro quando fazemos a introdução da tecnologia em uma marca e um contrato for assinado”, diz Humphries.