Universidade chinesa cria chip que controla computador por ondas cerebrais

João Ortega

Por João Ortega

11 de junho de 2019 às 14:36 - Atualizado há 1 ano

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A Universidade de Tianjin, na China, anunciou, no dia 17 de maio, um chip que identifica sinais do cérebro e transforma em um código para computadores. O Brain-Computer Codec Chip (BC3), ou Brain Talker, como batizaram o chip, foi desenvolvido em conjunto por pesquisadores da instituição de ensino e engenheiros da empresa estatal China Eletronics Corporation.

A tecnologia de interface cérebro-computador (ou BCI, sigla em inglês) pretende decodificar a intenção de um usuário somente pelas suas ondas neurais específicas, sem a necessidade de controles físicos, como um clique no mouse. Além de revolucionar a maneira como o público em geral usa dispositivos, esta área de pesquisa tem o potencial de permitir que pessoas com limitações de movimento acessem computadores, dirijam carros ou mesmo controlem membros mecânicos.

“Os sinais transmitidos e processados pelo cérebro são bloqueados pelas ondas sonoras do ambiente. O chip BC3 tem a habilidade de discriminar micro sinais neurais elétricos e decodificar suas informações de forma eficiente, o que pode aumentar a velocidade e eficiência de interfaces cérebro-computador”, explica Dong Ming, chefe do departamento de engenharia médica da Universidade de Tianjin.

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Segundo comunicado da instituição, o Brain Talker é portátil, preciso e mais rápido e eficiente que dispositivos semelhantes. “Um dia, o BC3 vai contribuir para tratamentos médicos, educação, autodisciplina, segurança, games e entretenimento”, afirmou Cheng Longlong, cientista de dados da China Eletronics Corporation.

Não é só na China, porém, que estão sendo desenvolvidas tecnologias de interface cérebro-computador. A Neuralink, startup criada por Elon Musk, quer conectar o cérebro humano a dispositivos eletrônicos por meio de eletrodos.