Huawei secretamente construiu a rede de internet sem fio da Coreia do Norte

João Ortega

Por João Ortega

23 de julho de 2019 às 12:54 - Atualizado há 1 ano

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A Huawei ajudou a Coreia do Norte a construir e manter rede de internet sem fio, de acordo com o Washington Post. O jornal norte-americano obteve acesso a documentos – que foram publicados no GitHub – e conversou com ex-funcionários da fabricante chinesa para confirmar a informação. Como a Huawei utiliza tecnologia dos EUA em seus dispositivos, a colaboração seria uma violação das sanções americanas à Coreia do Norte.

A Huawei fez uma parceria com a empresa estatal Panda International em diversos projetos na Coreia do Norte nos últimos oito anos. Este acordo fez com que o envolvimento da fabricante de hardware nos negócios no país de Kim Jong-un ficasse nebuloso.

No entanto, as fontes ouvidas pela reportagem do Washington Post confirmaram que a Huawei ativamente participou da construção de estações, antenas e outros equipamentos necessários para a rede de comunicação sem fio. Os projetos foram realizados em parceria com a operadora norte-coreana Koryolink.

Os documentos ainda destacam que, internamente, a Huawei usou o código A9 para se referir à Coreia do Norte, comprovando o caráter secreto das negociações. No entanto, um porta-voz da empresa negou as informações do Washington Post: “A Huawei está totalmente comprometida em cumprir todas as leis e regulamentos aplicáveis nos países e regiões em que opera, incluindo todas as leis e regulamentos de controle, e sanções de exportação”.

Contexto internacional

Há mais de uma década, os EUA impõem sanções comerciais à Coreia do Norte. Em 2017, a administração norte-americana reiterou publicamente que empresas e bancos que colaborassem com o país asiático seriam punidos. Isto porque a Coreia do Norte tem sido acusada de violações aos direitos humanos e de realizar testes nucleares fora dos parâmetros estabelecidos pela comunidade internacional.

Por outro lado, a Huawei está, hoje, na “lista negra” das empresas que correspondem a uma ameaça à segurança e privacidade dos EUA. No entanto, após reunião entre os presidentes Donald Trump e Xi Jinping, uma suspensão desta lista foi prevista para a empresa da China, a partir de 19 de agosto.

Com a reportagem publicada pelo Washington Post, a Huawei pode entrar novamente na mira dos EUA e dificultar a reaproximação entre as duas maiores potências mundiais, além de recolocar a empresa na “lista negra”. Até o momento, nenhum representante norte-americano falou oficialmente sobre o tema.