USP, Dasa e Google farão mapeamento de DNA da população brasileira

Tainá Freitas

Por Tainá Freitas

10 de dezembro de 2019 às 18:10 - Atualizado há 11 meses

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As pesquisadoras Lygia da Veiga Pereira e Tábita Hünemeier, da Universidade de São Paulo (USP), desejam conhecer as características genéticas comuns na população brasileira. Elas irão sequenciar e mapear o genoma de 3 mil brasileiros, analisando ondas migratórias, nível de diversidade, entre outros. Chamado de “DNA do Brasil”, o projeto tem a Dasa, empresa de medicina diagnóstica, e o Google Cloud, nuvem do Google, como parceiros.

A Dasa será responsável por sequenciar o DNA dos brasileiros e os resultados serão guardados na nuvem do Google. De acordo com a companhia, cada genoma pode ocupar até 500 GB de espaço. Estima-se que, com a parceria, a redução de custos seja de 90%.

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Na primeira fase, as pesquisadoras irão sequenciar o genoma de 3 mil pessoas. No entanto, elas estão em buscas de recursos extras para mapear o DNA de 15 mil brasileiros. O conhecimento do genoma de uma população permite compreender elementos facilitadores de obesidade, diabetes, hipertensão, entre outros.

Para a indústria farmacêutica, por exemplo, o sequenciamento do DNA pode auxiliar na criação de tratamentos e remédios focados nos brasileiros. Os Estados Unidos e a China já sequenciaram o genoma de um milhão de pessoas cada, e o Reino Unido analisou aproximadamente 500 mil DNAs.

A ascensão do DNA

O DNA das pessoas tem sido cada vez mais desvendado pela iniciativa pública e privada. Empresas como a 23andMe, do Vale do Silício, e a brasileira Mendelics possuem kits em que é possível colher uma amostra da própria saliva e descobrir, posteriormente, informações de sua ancestralidade, risco de desenvolvimento de doenças, entre outros.