Google rompe relações com chinesa Huawei

Tainá Freitas

Por Tainá Freitas

20 de maio de 2019 às 18:13 - Atualizado há 2 anos

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A guerra comercial entre os Estados Unidos e China acaba de ter uma reviravolta. O Google rompeu relações com a chinesa Huawei. O estopim foi o presidente Donald Trump inserir a empresa em uma lista que dificulta as relações comerciais da multinacional chinesa com companhias americanas.

A Huawei é a segunda maior fabricante de celulares do mundo, atrás da coreana Samsung. Ela também oferece outros produtos de tecnologia para telecomunicação e possui entre seus projetos a implementação do 5G.

Os smartphones da Huawei contam com o sistema operacional Android, que tem serviços fundamentais (como e-mail e mapas) oferecidos pelo Google. Com o rompimento, o Google irá deixar de fornecer esses serviços à empresa chinesa. Ela será obrigada a utilizar plataformas de código aberto para oferecer soluções semelhantes em seus próximos lançamentos de smartphones.

Os consumidores que já possuem smartphones da Huawei poderão continuar usando os serviços do Google normalmente, recebendo atualizações dos aplicativos que já possuem, de acordo com um porta-voz do Google.

A Huawei já possui a experiência de oferecer celulares sem os serviços do Google, pois eles são proibidos na China. No entanto, o fim da relação comercial irá impactar na ação global da empresa, em que as mesmas ferramentas eram oferecidas até agora.

Outra decisão recente de Trump também impactará nos negócios da Huawei. Ele proibiu que empresas dos Estados Unidos utilizem equipamentos de telecomunicação de companhias estrangeiras. A preocupação é que os fornecedores possam espioná-los. Ren Zhengfei, presidente e fundador da Huawei, afirmou que a empresa “não faz nada fora da lei”.

Essa é uma via de mão dupla – a própria Huawei também importa produtos americanos para criar seus aparelhos, algo que deve ser dificultado com a inserção da empresa na blacklist.