Google planeja voltar com buscador na China

Tainá Freitas

Por Tainá Freitas

18 de outubro de 2018 às 18:47 - Atualizado há 2 anos

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Em 2010, o Google encerrou seu serviço de buscas na China devido às leis e ao monitoramento mais rigoroso dos sites e conteúdo disponíveis no país. Agora, oito anos depois, a empresa está mudando de ideia, construindo um buscador específico que atenda às leis impostas no local.

O CEO do Google falou sobre esse projeto recentemente, em um evento produzido pela Wired. “Nós conseguiremos atender bem 99% das consultas feitas”, disse Sundar Pichai. “Existem muitas áreas em que podemos trazer informações melhores do que as que estão disponíveis”, citando o caso de tratamento de câncer como um exemplo.

Chamado de “Project Dragonfly” – projeto libélula -, a empresa voltou atrás em sua decisão porque deseja continuar com o desejo de trazer “informações para todos, e a China representa 20% da população mundial”, disse o CEO. Outro motivo que fez a empresa reavaliar sua iniciativa foi o grande mercado do país, que hoje é o maior do mundo. “É um mercado maravilhoso e inovador. Nós queríamos aprender como ficaríamos se estivéssemos na China, então é o que estamos criando internamente”, afirmou Pichai no evento. Devido à importância deste mercado, a empresa se sentiu na obrigação de pensar melhor sobre as decisões e tomar “uma decisão à longo prazo”. Ainda não há uma previsão de quando a empresa lançará o buscador no país.

A ausência do Google permitiu que outra grande empresa crescesse na China: o Baidu. O Baidu se tornou o líder de buscas no local e também o segundo maior do mundo. Como a gigante do Vale do Silício, o Baidu também deixou de ser apenas um buscador e passou a oferecer também outros serviços, como um assistente de voz até o investimento no desenvolvimento de carros autônomos.

O Project Dragonfly é um marco na volta do Google para a China, mas a empresa já está no país há algum tempo – ela apenas não oferecia seu principal serviço. Há 10 meses, a empresa abriu um escritório voltado para a inteligência artificial em Pequim, na China. O time residente trabalha em contato com as outras equipes de inteligência artificial da empresa ao redor do mundo, como em Nova York, Toronto e Londres.

Um mês depois, o Google também abriu um escritório em Shenzen – onde estão o Alibaba, Tencent e o próprio Baidu. O escritório não é colorido como os característicos da empresa, mas um espaço dentro de um escritório de consultoria. “Nós temos clientes e parceiros muito importantes em Shenzhen. Estamos criando esse escritório para ajudar a nos comunicarmos e trabalharmos melhor com eles”, disse um porta-voz da empresa.

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