Gigantes da tecnologia de China e EUA se reaproximam

João Ortega

Por João Ortega

17 de julho de 2019 às 08:32 - Atualizado há 1 ano

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No último final de semana do mês de junho, ocorreu o encontro do G20, o grupo das 20 maiores potências mundiais, em Osaka, no Japão. Os presidentes Donald Trump e Xi Jinping, de EUA e China respectivamente, aproveitaram a ocasião para discutir a disputa comercial entre os países.

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Trump definiu a reunião como “bem melhor do que o esperado” e, na mesma semana, permitiu que companhias norte-americanas retomem negócios com a fabricante de smartphones chinesa Huawei. A empresa era ponto central do entrave entre as nações e se tornou alvo de restrições da administração dos EUA.

A mudança de postura dos líderes foi ponto de partida para reaproximação entre gigantes da tecnologia dos dois países. Liang Hua, presidente da Huawei, afirmou nesta sexta-feira (12) que o Android, sistema operacional do Google, é a “primeira escolha” em seus smartphones.

A Apple é outro exemplo de sinergia entre as superpotências globais. A empresa de Tim Cook lançou um programa de incentivo para desenvolvedores de apps na China. O intuito é aumentar sua receita através da App Store, em resposta à queda de vendas do iPhone no país.

O novo Mac Pro, computador da Apple, será produzido em uma fábrica próxima a Xangai, na China. Esta parceria de longo prazo é outro indicador de que China e EUA estão mais próximos de uma reconciliação do que de um rompimento das relações comerciais.

À China, interessa a entrada de empresas dos EUA no país. Isto se comprova pelo fato da norte-americana WeCompany (dos espaços de coworking WeWork) ter se aliado à chinesa Alibaba na criação de uma plataforma que facilita o crescimento de negócios estrangeiros no país asiático.

É claro que as duas maiores economias do mundo vão continuar a concorrer pela liderança global. No momento, porém, ambas recuaram e entenderam que ainda faz sentido manter as relações comerciais.

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