Funcionários da Amazon na Europa protestam contra más condições de trabalho

Tainá Freitas

Por Tainá Freitas

23 de novembro de 2018 às 15:41 - Atualizado há 2 anos

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A Amazon recebeu uma notícia ruim neste dia de Black Friday: milhares de seus funcionários que trabalham em centros de distribuição estão em greve. Os colaboradores da gigante do varejo protestam contra as condições de trabalho dos armazéns, responsáveis por realizar a gestão de estoque, embalagem dos produtos para envio, entre outros. A frase “Amazon, nós não somos robôs” encabeça o movimento.

As greves estão acontecendo em países da Europa como Itália, Espanha, Alemanha e França. Segundo o jornal italiano Corriere della Sera, gerentes da varejista na Itália já começaram a empacotar produtos para atender a demanda. Na Itália, Espanha, Alemanha e França, os colaboradores planejam permanecer em greve por 24h ou mais.

No Reino Unido, o GMB Union, sindicato-geral dos trabalhadores, está apoiando o projeto e levando-o inclusive para as redes sociais. Vídeos com “Amazon, não somos robôs” dito por colaboradores da varejista em cinco línguas diferentes estão sendo divulgados nas redes, como um recado direto para Jeff Bezos, CEO e fundador da companhia e o homem mais rico do mundo.

Já a UNI Global Union é a federação sindical global e organizadora do protesto que reúne todos os países participantes. Segundo o Business Insider, o sindicato internacional afirmou que 2.400 funcionários estão em greve na Europa. Especificamente na Alemanha, a Amazon afirmou à Reuters que 620 colaboradores estão participando do protesto, enquanto o sindicato alemão Verdi diz ter mil colaboradores da varejista em greve no país.

Em um comunicado enviado ao Business Insider, o sindicato geral dos trabalhadores, GMB Union, afirma estar protestando pelas “condições inumanas”, citando que, na Inglaterra, uma ambulância foi chamada a um armazém da Amazon 115 vezes no período de um ano.

Em resposta, a Amazon disse em um comunicado: “Todas as nossas instalações são lugares seguros para trabalhar e relatórios ao contrário estão errados. De acordo com o Departamento de Saúde e Segurança do Governo do Reino Unido, a Amazon tem menos de 40% de feridos em média do que outras empresas de transporte e armazenamento no Reino Unido. Nós encorajamos todos a compararem o salário, benefícios e condições de trabalho dos outros e ver por si mesmos nos tours públicos que oferecemos todos os dias nos centros do Reino Unido”.

Recentemente, a Amazon aumentou o salário mínimo de seus funcionários nos Estados Unidos e no Reino Unido – a varejista vinha sofrendo críticas nos últimos meses. A medida, que começou a valer no dia 1 de novembro, dobrou o salário mínimo dos Estados Unidos de US$ 7,25 para US$ 15 por hora. Já no Reino Unido, o valor passou a ser US$ 13,60.

Créditos da foto: Twitter/Divulgação/GMB Union