O “sprint” chinês na corrida global pela inovação

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Por Isabella Câmara

24 de outubro de 2018 às 14:42 - Atualizado há 2 anos

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Inúmeros aplicativos e redes sociais utilizadas ao redor do mundo são proibidos na China, fator que obrigou os empreendedores chineses a criarem soluções ainda melhores do que as originais. Apesar das dificuldades, o país conseguiu se tornar o maior laboratório de tecnologia do mundo. Atualmente, o país é berço de 36% dos unicórnios (empresas com valor de mercado igual ou superior a US$ 1 bilhão) do mundo e, seguindo a linha de crescimento econômico do país, a China pode até mesmo ultrapassar os americanos quando falamos de startups valendo mais de US$ 1 bilhão, afirma Eduardo Glitz, sócio da StartSe, na abertura do China Day. Em comparação o Brasil, a China tem 80 vezes mais unicórnios.

Outro fator que alimenta a previsão de que a China superará os Estados Unidos no quesito tecnologia e inovação é o histórico econômico do país. Quando comparada aos Estados Unidos, que demorou aproximadamente 117 anos para que sua economia crescesse 36 vezes e se tornasse o que é hoje, a China demorou 30 anos. Devido ao impressionante crescimento econômico, em poucos anos, de acordo com Ricardo Geromel, executivo que comanda a operação da StartSe na China, o país se tornará a maior economia do mundo. “Especialistas dizem que entre 2030 e 2040, a economia da China será a número um”, afirma.

Essa vontade de “fazer mais” impulsionou grandes avanços tecnológico no país, principalmente na área financeira e varejista. O Alibaba, uma das principais empresas chinesas, aproveitou esse impulso e o fato de que hoje mais de 800 milhões de chineses estão conectados a internet para criar o Hema, seu supermercado do futuro. No Hema, as pessoas apenas escaneiam o código dos produtos que desejam comprar, fazem o pagamento via reconhecimento facial e pronto, as compras chegarão em sua casa em menos de 30 minutos.

Com tantas inovações, Ricardo Geromel afirma que o país também está se tornando a grande referência global em inovação. “A China já está ditando tendência para os principais ditadores de tendência do Vale do Silício”, disse. Nesse contexto, até a própria Amazon, a gigante varejista dos Estados Unidos, está olhando para a China para entender qual será o futuro do varejo e tomar suas decisões de negócio.

Investimento governamental

Muitos especialistas acreditam apostar na China valerá a pena. “O potencial é enorme, e o crescimento das empresas chinesas é muito mais rápido do que fora da China”, disse Richard Peng, ex-executivo da Tencent. Uma das referências chinesas é o Alibaba, que também está participando do evento. A Oferta Pública Inicial (IPO) da gigante, que foi feita em 2014, foi a maior da história – desde então, o valor do Alibaba aumentou mais de 2.000 vezes.

Além dos investimentos estrangeiros, um outro coringa para fomentar a “terra de unicórnios” é o próprio governo chinês. Os avanços dos gigantes da tecnologia são motivo de orgulho nacional e, atualmente, muitos líderes do país incentivam a inovação. Com a intervenção governamental em diversos setores da sociedade, Ricardo Geromel também acredita que um dos principais diferenciais do país é o apego que o governo tem com a educação de qualidade. Atualmente, pensando nas transformações mundiais e em formar profissionais preparados para a Nova Economia, a China passou a ensinar inteligência artificial já no ensino fundamental. “Isso mostra o quanto a China está preparada para essa nova guerra que acontece entre ela e os Estados Unidos”, afirma. Além disso, o país está desenvolvendo IA em um “ambiente aberto”, encorajando empresas de todo o mundo a se envolverem ativamente no “imenso mercado” e formar colaborações intensivas no nível corporativo e de pesquisa.