Investidores-anjo se unem para fomentar construtechs no Brasil

João Ortega

Por João Ortega

5 de abril de 2019 às 14:44 - Atualizado há 1 ano

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O investidor-anjo é um agente responsável por trazer aporte financeiro e expertise para startups em fase inicial. Para construtechs, esta figura tem importância ainda maior, por estarem inseridas em um setor resistente à adoção de novas tecnologias. Neste cenário, surgiu a Construtech Angels, rede com 46 investidores com amplo conhecimento do ecossistema interessados em trazer inovação para fomentar o setor.

A criação da rede foi anunciada por Bruno Loreto durante o evento Construtech Conference, da StartSe. Ela é fruto de parceria entre a Construtech Ventures, veículo de investimentos do qual Bruno é CEO, com a Anjos do Brasil, organização de incentivo ao investimento-anjo no país.

Durante sua apresentação, o executivo destacou dois dados importantes sobre o mercado de construção, arquitetura e imobiliário no Brasil. Um é o crescimento dos investimentos em construtechs: de R$ 327 milhões em 2018 a R$ 289 milhões apenas no primeiro trimestre deste ano. O outro é que, dentre todos os setores do mercado mundial, o de construção é o segundo pior em adoção de inovações tecnológicas.

Existe, portanto, um grande espaço pouco explorado para empresas iniciantes que querem trazer inovação na área, assim como um interesse crescente de investidores. Com investidores-anjo, as startups vão ter o conhecimento e o capital necessários para se inserirem e revolucionarem este mercado no país.

Construtech Angels

Os primeiros encontros da rede aconteceram em janeiro e fevereiro, em São Paulo. “Do total de investidores, cerca de 70% estão investindo em startups pela primeira vez. Isso porque a Construtech Angels busca pessoas experientes no setor da construção, não necessariamente em investimento-anjo”, explica Bruno Loreto à reportagem da StartSe.

O grupo conta com 46 participantes. Destacam-se nomes como de Claudia Rosa Lopes, investidora-anjo que já tem 8 startups na carteira, ex-executiva da PwC e da IBM; Guilherme Carlini, ex-diretor da Gafisa e atual country manager do Grupo Lar; e Nicolaos Theodorakis, empresário do setor de construção.

“Nos encontros abordamos temas em evidência no setor, como inteligência artificial, criptoativos no mercado imobiliário, construção modular e novos modelos de negócio”, revela o CEO. “Temos rodadas previstas para apresentar aproximadamente 15 startups aos investidores até o fim do ano”,

O maior desafio está em superar a resistência do setor, estabelecido por grandes construtoras e incorporadoras, a novidades tecnológicas. “Os melhores caminhos são o de apostar em soluções que tragam agilidade e economia a processos, reduzam desperdícios, e criem informações mais precisas sobre o canteiro de obra para tomada de decisão”, analisa Bruno Loreto. “O potencial, tanto para startups quanto para investidores, é enorme”.