Como a Estônia virou um exemplo mundial de país digital

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Por Isabela Borrelli

6 de agosto de 2018 às 19:50 - Atualizado há 2 anos

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Entre hoje e amanhã está rolando o GovTech Brasil, primeira conferência internacional sobre govtech no país. O evento tem como objetivo cobrir dois grandes assuntos do setor: iniciativas inovadoras no governo que foram bem sucedidas internacionalmente e e como por em prática as novas tecnologias para problemas antigos.

Na primeira palestra, Toomas Hendrik Ilves, ex-presidente da Estônia, explica como e por quê o país ter conseguido o feito de ser um país digital. Segundo ele, no ano antes da Segunda Guerra Mundial, a Estônia e a Finlândia compartilhavam o mesmo PIB per capita. Depois da guerra e da independência da União Soviética, em 1992, o país tinha um PIB per capita de US$ 2.832,00, enquanto o vizinho disparava lá na frente, com US$ 22.337,49. “Quando nós fomos ver o que eles tinham, nos deparamos com a Nokia, enquanto a gente ainda usava telefones de disco”, conta.

Acontece que para reerguer um país que passou 50 anos com uma infraestrutura ausente levaria décadas. Segundo o ex-presidente, ele escutou muitas opiniões: desde não fazer nenhuma reforma até entrar com reformas radicais na economia. O cenário do país tinha uma população muito podre, mas ao mesmo tempo, muito instruída. Foi quando a decisão de incentivar s jovens a se envolverem com informática surgiu.

Para isso, algumas medidas foram tomadas: todas as escolas passaram a contar com atividades e educação tecnológica e online, assim como no ano de 2001 o país já tinha 500 pontos de internet disponibilizados em sua área. Ao mesmo tempo, outras iniciativas inovadoras começaram a tomar forma, como a identidade, que passou a ser um cartão com chip, com o qual é possível plugar no computador e ter acesso a serviços do governo em qualquer lugar.

Uma das tecnologias responsáveis por essa gama de possibilidades foi o X-Road, considerado a espinha dorsal do e-Estonia, sociedade digital do país. O sistema permite que os vários bancos de dados de e-Services dos setores públicos e privado se conectem e funcionem em harmonia. “Nosso sistema tem uma privacidade que você não acha em outro lugar, porque ele é tão seguro que é quase impossível de hacker”, revela Ilves.

E ele não só é como ele deve ser absurdamente seguro. Nele, circulam todos os tipos de dados referentes à comunidade. Por exemplo: se o médico receita um remédio, a prescrição vai para o sistema. Assim, é possível acessá-lo de qualquer farmácia do país. Também, por meio dele é possível votar, assinar papéis, fazer transações de dinheiro, de documentos, criar empresas e mais.

Entenda como o X-Road funciona:

Como iniciativas assim são possíveis? Bem, para Toomas Hendrik Ilves é uma questão de top down: a ordem vem de cima. “Em relação a por a mão na massa, tem que vir das posições do topo. Nós tivemos sorte de ter primeiros-ministros que levaram a agenda adiante. A tomada de decisão tem que vir de cima, do presidente ou primeiro ministro”, acredita.

 

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