Startup chinesa cria tecnologia que identifica pessoas pelo modo de andar

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Por Isabela Borrelli

7 de novembro de 2018 às 11:01 - Atualizado há 2 anos

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A China é lar da maior rede de câmeras de segurança do mundo – são mais de 170 milhões! – e a polícia deles já até adotou um óculos criado para procurar suspeitos em multidões. Agora, eles chegaram a um novo nível de segurança: um software que aparentemente pode identificar indivíduos baseando-se no formato do corpo e no modo de andar.

Segundo a AP News, a tecnologia de “reconhecimento de passada” já está sendo usada pela polícia de Pequim e Shanghai, onde pode identificar os indivíduos a distância de até 50 metros, mesmo quando o rosto está coberto ou estão de costas. Ela foi desenvolvida por uma startup chinesa de inteligência artificial chamada Watrix, que recentemente levantou US$ 14,5 milhões em uma rodada de investimentos.

“Você não precisa da cooperação das pessoas para sermos capazes de conhecer sua identidade”, afirmou Huang Yongzhen, CEO da startup. “A análise de passada não pode ser enganada por simplesmente mancar, andar com os pés para fora ou ficando curvado, porque nós estamos observando todas as informações do corpo.”

A polícia chinesa já está usando o reconhecimento facial para identificar pessoas em multidões e estão desenvolvendo um sistema integrado nacional de dados de câmeras de seguranças.

Shi Shusi, um colunista chinês e comentarista, disse que não é surpresa que esse tipo de inovação está fazendo sucesso na China mais rápido que no resto do mundo por causa da ênfase do controle social de Pequim. “Usar reconhecimento biométrico para manter a estabilidade social e gerenciar a sociedade é uma tendência impossível de parar”, afirma ele. “É um ótimo negócio.”

Ao mesmo tempo em que pode ser um negócio lucrativo, é preciso questionar os limites da tecnologia e seus impactos na sociedade. Caso contrário, o futuro pode se assemelhar muito a uma obra de George Orwell.