Apple pode lançar iPhone dual-SIM especificamente para a China

Segundo o United Daily News, pelo menos um dos iPhones deste ano deverá ganhar um recurso de cartão dual-SIM, cenário considerado exclusivo para a China.

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Por Lucas Bicudo

7 de agosto de 2018 às 15:26 - Atualizado há 2 anos

Anos atrás, a Apple produzia apenas uma versão de um determinado dispositivo para vender em todo o mundo – só que isso mudou à medida que os iPhones se tornaram mais populares. Várias versões foram criadas para adaptá-los a diferentes tipos de redes, mas cada uma sempre com os mesmos recursos de hardware.

O United Daily News, de Taiwan, alega que esse cenário está prestes a mudar: pelo menos um dos iPhones deste ano deverá ganhar um recurso de cartão dual-SIM, cenário considerado exclusivo para a China.

A notícia sugere que o recurso dual-SIM será incluído no próximo iPhone 9, um novo modelo que ficará entre o iPhone 8 e o iPhone X. Isso é baseado no que a publicação descreve como especulação da indústria, quanto a quatro diferentes números de código do iPhone da Foxconn, incluindo um que é considerado um iPhone 9 dual-SIM para a China e um outro iPhone 9 com um único cartão para o resto do mundo.

A Apple supostamente está apoiando um formato dual-SIM conhecido como “dual-SIM standby” (DSS), que exige que o usuário alterne manualmente entre os dois cartões SIM dentro do telefone. O DSS é uma alternativa ao “dual-SIM active” (DSA), que mantém duas conexões ao mesmo tempo. Adaptadores de terceiros foram oferecidos para adicionar funcionalidade DSS ao iPhone, mas a Apple nunca incorporou as especificações de hardware necessárias.

A especulação do UDN em relação ao modelo específico do iPhone com o DSS pode estar correta, mas também pode estar parcialmente ou totalmente errada. Rumores de uma opção dual-SIM para iPhones já circulam há algum tempo, sugerindo que a Apple daria a um ou mais modelos de iPhone a capacidade de trocar cartões SIM físicos – ou entre um SIM físico e um eletrônico (eSIM). Acreditava-se anteriormente que o recurso seria incluído para beneficiar viajantes frequentes, eliminando a necessidade de trocar cartões SIM ao mudarem de país.

Mas oferecer o recurso apenas no novo iPhone, que é mais barato, não faria muito sentido, mesmo para a China. A Apple tem registrado vendas agressivas de seu carro-chefe, o iPhone X, em solo chinês – e forçar os consumidores a preferirem um modelo de custo mais baixo, por qualquer motivo, não é tipicamente o estilo da Apple.

Existem várias possibilidades: a Apple pode construir todos os iPhone 9 e iPhone X com capacidades dual-SIM; criar versões dual-SIM exclusivas de ambos os telefones; ou apenas produzir um modelo ou outro com recurso para a China. A última opção parece mais provável em seu novo modelo mais caro do que o mais barato, mas talvez a pesquisa de mercado da empresa forneça uma razão para fazer o contrário.

Independentemente do modelo do telefone, a Apple tem um incentivo financeiro para atender às demandas especiais do mercado chinês. Cerca de 3 a 4 milhões de pessoas na China usam dois cartões SIM, o que pode estar limitando as vendas de iPhone dentro do país; a notícia ainda sugere que as pessoas que poderiam migrar do Android para o iPhone ainda não o fizeram pela falta de um modelo com dois cartões SIM.

Por outro lado, produzir um iPhone com um recurso específico para a China pode ser um convite ao governo chinês – e outros governos – a solicitar outras modificações de hardware específicas para “necessidades locais”. Olha o esforço que a Apple está fazendo por um só mercado.

A China tem uma população de mais de 1,3 bilhão de pessoas e o mandarim como língua mais usada (quase um bilhão de falantes), que, juntamente com uma economia em rápido crescimento e uma classe média em ascensão, resulta em um vasto mercado doméstico. Permite que suas empresas testem seus produtos com facilidade e passem de 1 a 100 com velocidade. É de olho nisso que a Apple tem largado as armaduras e mudado paulatinamente sua consistente filosofia.

Se a Apple introduzir o recurso nos modelos chineses, será interessante ver se ela compromete modestamente outro recurso – como o tamanho da bateria – para abrir espaço para o cartão SIM extra. A empresa se esforçou para destacar a importância de cada milímetro de espaço dentro de seus dispositivos, chegando a combinar chips e até mesmo eliminar uma porta de fone de ouvido para otimizar o uso de suas caixas finas.

(via VentureBeat)

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