Didi Chuxing passará a ter suas viagens gravadas como medida de segurança

As gravações serão enviadas para os servidores da empresa como arquivos criptografados e serão excluídas automaticamente após sete dias, se nenhuma reclamação for registrada

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A Didi Chuxing introduziu gravação de áudio durante a viagem como parte de uma revisão de segurança, após os últimos assassinatos envolvendo passageiras que estavam usando o serviço da empresa.

A partir de sábado, os passageiros e motoristas devem fornecer uma autorização para a gravação de suas vozes antes de realizar novas viagens, de acordo com a companhia.

As gravações serão enviadas para os servidores da empresa como arquivos criptografados e serão excluídas automaticamente após sete dias, se nenhuma reclamação for registrada.

Nem os motoristas nem os passageiros podem acessar ou usar as gravações de áudio e a equipe da Didi só acessará as gravações ao resolver reclamações ou críticas contra os motoristas - e somente com a aprovação do passageiro envolvido.

A Didi disse que as agências de segurança precisarão fornecer documentos relevantes e verificados para fornecer registros relacionados a uma investigação policial oficial.

O movimento é uma das várias medidas de segurança introduzidas, como a atualização de um botão de pânico no carro ligado diretamente à polícia e o reforço da verificação de antecedentes dos motoristas, usando um modelo de avaliação de risco baseado em Big Data e reconhecimento facial.

A Didi gastará 140 milhões de yuans (US$ 20 milhões) para fortalecer seu serviço ao cliente e expandir a equipe interna (de 5 mil para 8 mil pessoas) até o final do ano, disse o fundador e principal executivo da empresa, Cheng Wei, em uma carta aos funcionários na sexta-feira.

"A Didi não é de forma alguma uma empresa perversa e nunca priorizaria a geração de lucro acima de qualquer outra coisa", disse Cheng.

A empresa, que tem sede em Beijing, não obteve lucro nos seis anos desde sua fundação e registrou uma perda líquida de 4 bilhões de yuans no primeiro semestre do ano, de acordo com Cheng.

"Como uma plataforma que lida com centenas de milhões de viagens, continuaremos operando com uma margem baixa e gastando mais em melhorar a segurança e a experiência de serviço", disse o executivo-chefe, acrescentando que sua margem é de apenas 1,6% do volume bruto de mercadorias.

A divulgação financeira e as atualizações de segurança acontecem quando a empresa tenta reforçar a confiança do público na onda do segundo assassinato de uma passageira por um motorista registrado na Didi.

Uma análise dos registros de tribunais públicos pelo South China Morning Post mostrou pelo menos uma dúzia de condenações anteriores de agressão sexual envolvendo motoristas da Didi e seus passageiros.

(via South China Morning Post)

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