China quer tornar Shenzhen referência mundial em inovação e proteção ambiental

João Ortega

Por João Ortega

26 de agosto de 2019 às 14:08 - Atualizado há 1 ano

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O governo chinês revelou um plano para tornar Shenzhen, cidade localizada no sul do país (na fronteira com Hong Kong), um modelo em “inovação, serviços públicos e proteção ambiental” até 2025. Para atingir este status, a cidade se tornará uma zona econômica especial, com leis específicas para atrair grandes empresas estrangeiras e desenvolvimento tecnológico.

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Neste sentido, o documento afirma que as regulações locais seriam flexíveis, com “aumento da participação popular na política” e baseadas nas necessidades de Shenzhen “por reforma e inovação”.  Claro que qualquer mudança nas regras locais teria de passar pelo crivo do Governo Central. O plano ainda define que, “até o meio do século”, a cidade deverá ser uma referência mundial em inovação e competitividade, e influenciar diretamente o mercado global.

Em relação a ações práticas, além de prever maior flexibilidade nas regulações, o plano afirma que será construído um centro de Big Data em Shenzhen. O empreendimento deve gerar milhares de empregos além de permitir mais aplicações com uso de dados para empresas locais. Além disso, o governo pretende ampliar o portfólio de produtos financeiros que poderão ser oferecidos pelas fintechs da cidade, com foco em transações com estrangeiros.

Área da Grande Baía

A região onde fica Shenzhen, chamada de Área da Grande Baía, é uma megalópole que une a cidade à Macau e Hong Kong. Portanto, o foco do governo neste local não é apenas por causa do potencial inovador, mas também por questões políticas. No momento, a China tenta integrar cada vez mais Hong Kong às leis do país e vem sofrendo com crescentes protestos da população local desde abril, que é contrária ao autoritarismo chinês e à política de extradição.

Com o desenvolvimento de políticas públicas para Shenzhen, a ideia do Governo Central é, segundo o plano, “enriquecer o senso de pertencimento e coesão dos compatriotas em Hong Kong e Macau”. Entre as iniciativas neste sentido, será oferecido status de residente de Shenzhen a cidadãos de Hong Kong que tiverem interesse em cruzar a fronteira. Além disso, serão promovidas atividades culturais focadas na integração da região.