BYD, a “Tesla chinesa”, passou a fabricar 5 milhões de máscaras de saúde por dia

João Ortega

Por João Ortega

16 de março de 2020 às 18:03 - Atualizado há 8 meses

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A BYD é a maior fabricante de carros elétricos do mundo. A empresa chinesa, inclusive, supera a Tesla em quantidade de veículos vendidos. Em 2019, a BYD vendeu 460 mil carros, diante de 367 mil da concorrente norte-americana. Na sexta-feira (13), porém, a companhia oriental anunciou que alcançou a liderança global em um setor bem diferente do que costuma atuar: a produção de máscaras de saúde descartáveis, visando minimizar o contágio do coronavírus.

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Em meados de fevereiro, a BYD recebeu permissão do governo chinês para converter uma de suas fábricas, em Shenzhen, para a produção de máscaras descartáveis e garrafas de gel antisséptico. Mais de 100 linhas de montagem foram voltadas a estes produtos 24 horas por dia. No anúncio, a companhia afirma fabricar 5 milhões de máscaras por dia, além de 300 mil garrafas de álcool em gel.

Segundo a BYD, os artigos são vendidos a preço de custo para o governo chinês. Este, por sua vez, repassa a mercadoria para seis varejistas parceiros da região de Shenzhen. As máscaras são vendidas a preço tabelado de RMB 2,50 (R$ 1,79). Os produtos começaram a ser vendidos nesta segunda-feira (16), com uma entrega de 15 milhões de máscaras descartáveis no total.

A BYD se tornou a maior fabricante de máscaras de saúde na China, mas não foi a pioneira entre empresas do setor automobilístico. As autoridades chinesas divulgaram um pedido para que montadoras do país dedicassem parte de suas fábricas para este fim e receberam respostas favoráveis da General Motors, SAIC e GAC Group.

Execução e gestão de risco na China

Todo o processo de conversão de uma fábrica de automóveis para a produção de artigos de saúde até estes itens estarem nas mãos dos varejistas demorou menos de um mês. Este case exemplifica a alta velocidade de execução chinesa, em uma iniciativa que une poder público e setor privado para resolver um problema específico e urgente.

Outro exemplo, nesse sentido, foi a construção de dois hospitais na região de Wuhan, epicentro do coronavírus na China. Os edifícios ficaram prontos em apenas dez dias após o início da operação, utilizando técnicas inovadoras de construção civil. Hoje, com o surto já controlado no país, os hospitais temporários já foram fechados para o público.

Em entrevista exclusiva à StartSe, In Hsieh, especialista em inovação na China, afirma que a alta velocidade de execução no país é relacionada à cultura de disciplina e à competitividade do mercado. “Quando a gente fala de dois hospitais construídos em tão pouco tempo, estes fatores entram diretamente”, diz In Hsieh. “Eles foram feitos sob medida para as necessidades do momento”.

Estes são só alguns exemplos de como os chineses trabalham de forma inovadora, com foco em resolução de problemas e rápida capacidade de executar e pivotar o negócio. Para conhecer estas técnicas e aprender a aplicá-las em seu negócio, acesse o Curso Online Decodificando China!