“Brasil será potência em smart cities”, afirma especialista

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Por Isabela Borrelli

28 de julho de 2018 às 22:09 - Atualizado há 2 anos

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Smart City é um termo cada vez mais comum. A ideia de cidades inteligentes, com tecnologias como IoT, inteligência artificial e big data agindo em prol de um melhor funcionamento do espaço público realmente é revolucionária.

Para quem não conhece, smart city se aproxima muito da ideia de smart homes, mas a escala é outra. Ao invés de controlar uma geladeira via aplicativo, por exemplo, a pessoa conseguirá pagar a zona azul pelo smartphone e por aí vai.

Essa tendência já é discutida largamente no Brasil, onde ao mesmo tempo em que o país é pioneiro em diversos aspectos, em outros fica para trás. “O setor público não está se esforçando para absorver tecnologias como big data”, argumenta Vitor Amure Antunes, diretor presidente da SPIn Soluções Públicas Inteligentes.

Ele cita o exemplo de um caso em que uma mãe e seus quatro filhos morreram, aparentemente de asfixia, e o suspeito principal foi o namorado da mulher, o boliviano Alex Petraza. Depois de Petraza ficar em prisão provisória, foi descoberto um dado de alguns anos atrás com uma reclamação de vazamento de gás, problema que nunca foi resolvido. Em outras palavras, com a ajuda da big data, por exemplo, a situação teria se resolvido de forma muito mais tranquila e rápida.

Apesar do atraso em alguns aspectos como o citado, Antunes defende que o país tem um futuro promissor em relação a smart cities. E ele tem motivos para pensar assim: em 2016, algumas iniciativas foram tomadas em apoio à tendência.  Algumas delas são: Frente Parlamentar Mista em Apoio às Cidades Inteligentes e Humanas, Grupo Governamental Federal em Apoio às Cidades Inteligentes, Plano Nacional de Internet das Coisas e Ambiente de Demonstração de Tecnologias para Cidades Inteligentes.

“O Brasil será potência em smart cities. Essa mistura de ingredientes é o que me faz acreditar que em 5 anos vamos refletir sobre como estávamos engatinhando ainda no assunto”, afirma o diretor.

Ricardo Piquet, presidente do Museu do Amanhã e do Instituto de Desenvolvimento e Gestão, também acredita na tendência como o futuro das cidades, mas atenta para se manter o pé no chão: “A gente precisa discutir que cidade é essa que queremos. Cidade rica não é aquela que o pobre tem carro, é aquela que o rico anda de transporte público”, defende.

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