Alibaba cria miniprogramas para estimular reciclagem em Xangai

João Ortega

Por João Ortega

2 de julho de 2019 às 17:59 - Atualizado há 2 anos

Logo Novo Curso

Transmissão exclusiva: Dia 08 de Março, às 21h

Descubra os elementos secretos que empresas de sucesso estão usando para se libertar do antigo modelo de Gestão Feudal de Negócios.

Inscreva-se agora
Logo Cyber Monday 2020

Só hoje, nossos melhores Cursos Executivos ou Programas Internacionais com até 50% off

Quero saber mais

Não é incomum, na China, que as grandes empresas de tecnologia trabalhem alinhadas com as pautas do governo. A cidade de Xangai estabeleceu a partir do dia 1 de julho um regulamento rigoroso para melhorar a reciclagem e diminuir a quantidade de lixo descartável. Multas de até RMB 50 mil (mais de US$ 7 mil) serão aplicadas a empresas e organizações que separarem resíduos sólidos de forma incorreta, e até RMB 200 (US$ 29) para indivíduos. Neste cenário, a Alibaba lançou dois miniprogramas em sua plataforma Alipay para auxiliar a separação correta do lixo reciclável.

Mais de 500 mil residentes de Xangai acessaram os miniprogramas desde o lançamento. O usuário descreve o objeto ou tira uma foto em seu smartphone, e o software indica em qual lixeira dispensar o lixo. “Os apps dão dicas, reconhecem imagens e estabelecem uma conexão O2O (online to offline) para reciclagem”, afirma uma representante da Alibaba ao Technode. “Em breve, haverá novas funcionalidades com uso de reconhecimento de fala e realidade aumentada”.

Outro serviço da empresa de Jack Ma, em operação desde abril, permite que qualquer pessoa com mais de 10kg de material reciclável peça por um veículo gratuito, em qualquer área de Xangai, para recolhimento do resíduo.

A Alibaba ainda afirmou que tem mais 58 programas relacionados à reciclagem em fase de desenvolvimento ou aprovação. Sustentabilidade é uma das pautas da empresa, que inclusive conta com games que estimulam a plantação de árvores. O WeChat, concorrente direto do Alipay, também tem iniciativas semelhantes.

Este artigo é uma adaptação de reportagem publicada originalmente no Technode, um dos principais portais de conteúdo sobre tecnologia e inovação na China, e parceiro da StartSe.