Cofundador da Xiaomi deixa presidência da empresa na China

Desde que Lei Jun assumiu a presidência da Xiaomi China, em maio, a fatia de mercado da fabricante chinesa de smartphones no país asiático diminuiu de 12% para 9%

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A Xiaomi está mudando a sua liderança. A empresa chinesa divulgou, em carta interna aos funcionários no final de novembro, que sete executivos do alto escalão seriam substituídos e realocados em outras áreas. Entre eles, Lei Jun, cofundador e presidente da Xiaomi na China desde maio, foi destituído do cargo.

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“O próximo ano será decisivo para os negócios 5G da Xiaomi”, afirmou Jun, na carta. “Precisamos de uma gestão de equipe mais poderosa. É necessário continuar com a inovação organizacional trazida pela rotação de cargos”.

O documento interno foi obtido pelo Technode e afirma que Jun segue como presidente do conselho e CEO global. No entanto, será substituído por Lu Weibing na presidência da Xiaomi na China, mercado em que os resultados nos últimos seis meses foram negativos. As mudanças são efetivas a partir de dezembro.

Desde maio, a Xiaomi viu sua fatia de mercado em smartphones diminuir de 12% para 9% dentro da China. Enquanto isso, a Huawei, principal concorrente local, atingiu o recorde de 42% deste setor no país.

A Xiaomi, no entanto, segue forte no exterior. Na Europa, as vendas de smartphones da chinesa cresceram 73% entre o terceiro trimestre de 2018 e o mesmo período em 2019.

Lu Weibing, o novo presidente da empresa na China, era o gerente da marca Redmi, linha de smartphones de baixo custo da Xiaomi.

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