Plug and Play lança primeiro programa de aceleração no Brasil nesta quarta-feira

A aceleradora tem mais de 30 escritórios no mundo, e foi investidora no estágio inicial de nomes como Google, Dropbox e Rappi.

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A Plug and Play, maior aceleradora de startups do Vale do Silício, vai lançar o primeiro programa de aceleração de startups no Brasil nesta quarta-feira (18). Esta edição foca em duas verticais – fintechs e agrotechs/foodtechs – e será realizada com parceiros corporativos locais.

A aceleradora está montando um escritório em São Paulo, que deve ser inaugurado no início do mês de novembro. Esta será a primeira filial da Plug and Play na América do Sul, e estará aberta a receber startups de toda a região. A empresa tem mais de 30 escritórios no mundo, e foi investidora no estágio inicial de nomes como Google, Dropbox e Rappi.

Modelo de aceleração

Os projetos de aceleração da Plug and Play contam com mentoria, espaço de coworking e uma plataforma digital para ajudar startups em diversos estágios de desenvolvimento a aprimorarem o modelo de negócio. Além disso, a aceleração é realizada em parceria com grandes corporações, que podem investir ou incorporar as soluções aos seus negócios. A própria Plug and Play também realiza investimentos em empresas que participam de seus programas e estão em fases iniciais.

“Neste modelo, a América do Sul é de grande interesse em duas frentes”, diz Francisco de Frutos, diretor das áreas de foodtech e agrotech da Plug and Play, e um dos responsáveis pela operação sul-americana da aceleradora, em entrevista exclusiva à StartSe. “Em relação a investir em startups, identificamos que há diversos talentos na região, que vêm se concretizando em unicórnios. Já pelo lado das corporações, algumas delas, embora líderes em suas indústrias, estão atrasadas em relação à inovação”.

De acordo com o executivo, a estratégia de investimento da Plug and Play, mundialmente, é de criar um portfólio diversificado em detrimento a apostar tudo em poucos negócios. “No ano passado, fomos os investidores em startups mais ativos no mundo em quantidade de aportes, mas não em valores somados”, revela. Francisco estima que, na América do Sul, a aceleradora invista em entre cinco e dez startups de cada vertical, a um ticket médio de US$ 50 mil.

Início das operações em SP

Embora a Plug and Play esteja presente no Brasil como investidora há mais de três anos, o escritório local, com uma equipe dedicada à aceleração e conexão com grandes empresas, terá impacto bem maior nas startups sul-americanas. “Identificamos as áreas de fintech e agrotech/foodtech como as melhores oportunidades para este primeiro programa, além de já termos parceiros corporativos nesses setores”, explica Francisco de Frutos.

A aceleração será realizada em parceria com a empresa de serviços financeiros Elo, a operadora Claro, a cooperativa de crédito Sicoob Unicoob e as indústrias Klabin e Suzano, segundo apuração do Estadão. A expectativa é que as startups sejam selecionadas até março de 2020, quando se inicia o projeto de três meses de duração.

Ainda sem data definida, os próximos programas serão focados nas verticais de Insurtech (seguros), Smart Cities (energia, mobilidade e imobiliário) e Healthtech (saúde).

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