O crescimento dos super apps na China — e o que ainda está por vir

Desenvolvido pela Tencent, o WeChat domina o dia-a-dia dos chineses e se tornou o aplicativo mais popular do país; próxima grande fase deve incluir reconhecimento facial

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Com mais de um bilhão de usuários diários, o WeChat se tornou o aplicativo mais popular da China. Por meio dele, é possível conversar com outras pessoas, fazer compras, jogar, pagar refeições, chamar um táxi, ler notícias e até mesmo agendar consultas médicas. O pagamento é realizado por QR Code, o que torna o processo ainda mais simples. Desenvolvido pela Tencent, o WeChat é um exemplo de "super app" — plataforma onde é possível fazer (quase) tudo. 

O crescimento de soluções como essa representa uma nova fase do mercado chinês. "Usamos o termo 'salto de tecnologia'. Ela acontece rápido porque os chineses não estão enraizados em um método tradicional. Não há fidelidade ao que existia antes", explicou In Hsieh, co-fundador da Chinnovation, durante o Startup Summit 2019. 

Segundo ele, aquele que domina o tempo de uso dos consumidores é quem ganha a guerra. "O WeChat está presente em praticamente todo o dia-a-dia do usuário chinês. Ele passa seu tempo pedindo comida, pagando, investindo, fazendo tudo", afirmou.

Aplicativos parecidos também chegaram ao Brasil. Criada em 2015 na Colômbia, a Rappi reúne diversas funcionalidades em um só lugar. Hoje, o aplicativo oferece entregas de supermercados, lojas, farmácias, serviços de beleza e uma categoria onde é possível comprar qualquer produto.

In Hsieh acredita que a próxima grande fase — principalmente na China — será a de reconhecimento facial. "Empresas estão colocando totens em lugares físicos para que as pessoas não precisam pegar o dispositivo para fazer pagamentos. O Alipay, por exemplo, é o maior meio de pagamentos da China, mas não offline", ressaltou In Hsieh. 

De fato, a tecnologia já começou a fazer parte da vida dos chineses. Em 2018, o Ministério da Cidadania da China encontrou, por meio reconhecimento facial, mais de 6 mil pessoas desaparecidas no país. Neste ano, o metrô de Shenzhen, uma das cidades chinesas mais modernas, iniciou testes para cobrar os passageiros com a mesma tecnologia.

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